Educação de Sumé define metas para ampliar alfabetização e estabelece novo objetivo de 92% de crianças alfabetizadas

A Secretaria Municipal de Educação de Sumé definiu as ações que serão desenvolvidas no segundo semestre de 2026 para ampliar os resultados da alfabetização na idade certa. O planejamento foi consolidado após a análise dos indicadores educacionais da rede durante o Seminário Nacional pela Alfabetização, realizado nos dias 29 e 30 de julho, em Fortaleza (CE).

Representando o município, a secretária de Educação, Denise Batista de Souza, participou das discussões sobre políticas públicas voltadas à alfabetização e assinou, juntamente com gestores de diversos municípios, um termo de compromisso com metas e ações para este semestre. Ela esteve acompanhada da diretora de Departamento e articuladora do programa Educar pra Valer em Sumé, Robéria Queiroz.

Entre as ações previstas estão o acompanhamento sistemático das turmas do 2º ano do Ensino Fundamental, reuniões periódicas com gestores escolares, utilização dos resultados das avaliações para orientar intervenções pedagógicas, formação continuada de professores e apoio às escolas com maiores desafios de aprendizagem.

Os indicadores educacionais mostram a evolução do município. O Indicador Criança Alfabetizada (ICA), divulgado pelo INEP, passou de 33,2% em 2023 para 64,5% em 2024 e alcançou 86,9% em 2025, índice superior à meta projetada para o município em 2026. Com base nesse desempenho, a Secretaria estabeleceu como objetivo atingir 92% de crianças alfabetizadas.

Os avanços também aparecem nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica da Paraíba (SIAVE). Em Língua Portuguesa, o percentual de estudantes do 2º ano classificados no nível avançado passou de 10% em 2023 para 61% em 2025. Em Matemática, o índice evoluiu de 9% para 38% no mesmo período.

Para alcançar as novas metas, a rede municipal continuará investindo no acompanhamento pedagógico das escolas, na formação continuada de professores e gestores, na utilização de material didático estruturado e no monitoramento dos indicadores de aprendizagem, com apoio técnico da parceria entre o programa Educar pra Valer e a Associação Bem Comum. As ações também incluem investimentos na infraestrutura das unidades de ensino, como reformas, climatização, aquisição de mobiliário e equipamentos e implantação de laboratórios de informática.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB