Zema é lançado candidato a presidência, critica PT e STF, diz conhecer ‘Brasil real’ e quer presídio na Amazônia para faccionados

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema foi oficializado, nesta segunda-feira (27), como o candidato do Partido Novo à Presidência da República nas eleições deste ano.

O anúncio foi feito após a convenção nacional da legenda realizada virtualmente, seguida de uma coletiva em Brasília, e contou com a presença do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro.

Durante o primeiro pronunciamento oficial como candidato, Zema enfatizou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao partido dele, PT, e também fez duras declarações sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Contudo, o ex-governador evitou fazer críticas diretas ao senador Flávio Bolsonaro, que é seu adversário na corrida eleitoral — diferentemente dos últimos meses, quando adotou um tom mais agressivo diante das revelações de proximidade entre Flávio e do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dirigente do Banco Master.

Zema também citou políticos e outras autoridades associadas ao caso Master, instituição liquidada e suspeita de ser o núcleo de um esquema bilionário de fraudes financeiras, e aos descontos indevidos realizados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Além disso, dedicou boa parte da fala para a segurança pública. Nesse sentido, prometeu classificar facções criminosas como organizações terroristas, e sugeriu construir um presídio na Amazônia para deter lideranças do crime organizado.

Com Portal G1

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1