Convenções partidárias começam na segunda-feira; veja as datas já confirmadas pelos partidos na Paraíba

O prazo para realização das convenções partidárias para as eleições de 2026 começa na próxima segunda-feira (20), conforme o calendário do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Os partidos terão até o dia 5 de agosto para oficializar candidaturas, coligações e chapas proporcionais, com o envio das atas das convenções por meio do sistema CANDex até o dia seguinte à realização dos eventos.

Até o momento, Podemos, PT, PL, MDB e Unidade Popular (UP) já divulgaram as datas de suas convenções. O Podemos será um dos primeiros a realizar o encontro, marcado para o dia 24 de julho, às 14h, na sede do partido, no bairro de Miramar, em João Pessoa. Já o PT promoverá sua convenção no dia 30 de julho, às 18h, na Granja do Wallace, no Portal do Sol.

O mês de agosto concentrará a maior parte dos eventos. No dia 2, o PL oficializará a candidatura do senador Efraim Filho ao Governo da Paraíba e de Marcelo Queiroga ao Senado, durante convenção no Clube Cabo Branco, em João Pessoa. Já em 5 de agosto, o MDB realizará sua convenção para confirmar a candidatura de Cícero Lucena ao Governo do Estado, com Diogo Cunha Lima como vice, além das candidaturas de Veneziano Vital do Rêgo e André Gadelha ao Senado. Na mesma data, a Unidade Popular oficializará as candidaturas de Yuri Ezequiel ao governo e de Rosilene Santana ao Senado.

As convenções que ainda aguardam definição são as do Progressistas (PP), Republicanos e PSB, principais partidos da base governista. A expectativa é que as três legendas promovam um evento conjunto para oficializar a candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP), além da composição da chapa majoritária e das candidaturas proporcionais.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil