Aprovados em concurso de Bayeux denunciam que foram agredidos por funcionários da Prefeitura

Aprovados no concurso público de Bayeux registraram boletim de ocorrência para denunciar que foram agredidos por funcionários da Prefeitura. Durante a inauguração de uma praça no acesso ao Aeroporto Internacional Castro Pinto, às margens da BR-230, nessa sexta-feira (10), os concursados estenderam faixas cobrando, da prefeita Tacyana Leitão, a nomeação deles nos cargos. A reportagem procurou a Prefeitura Bayeux para obter a resposta da gestão e o espaço segue aberto.

Vídeos gravados por Angelline Santos, uma concursada que reivindicou e já foi nomeada, mas ainda atua pela nomeação dos colegas, mostram que um grupo de pessoas com uniformes com a identificação “Secretaria de Infraestrutura” tentou impedir a manifestação pacífica. Uma mulher ficou na frente da faixa e, em seguida, impediu que a faixa foi estirada em frente a uma estrutura inaugurada. “O espaço é público”, rebateu Angelline.

Logo após, ainda conforme os vídeos, outra mulher com uniforme da Secretaria de Infraestrutura puxa a faixa e joga o material no chão. Um grupo de funcionários uniformizados cerca os concursados e a mulher que jogou a faixa no chão tenta tomar o celular de Angelline. O vídeo, então, acaba com imagens turvas.

Em vídeos de outro ângulo é possível ver a tentativa tomarem o celular de Angelline. Alisson, outro concursado, tentou defender Angelline, caiu ao chão e foi cercado por homens e começaram a chutá-lo.

Os concursados registraram boletins de ocorrência e realizaram exames de corpo delito para que o caso seja apurado pelas autoridades.

Os manifestantes relatam que Angelline chegou a levar um soco da mulher que tentou tomar seu celular. E outro homem, como é possível ver em um dos vídeos, tenta pegar o celular da mão de Angelline. Ela conseguiu recuperar o celular.

“O movimento afirma que seus integrantes são pais e mães de família que lutam exclusivamente pela convocação dos aprovados dentro da legalidade, por meio de manifestações pacíficas. Para os participantes, a violência sofrida representa um grave ataque ao direito constitucional de livre manifestação. Os aprovados pedem que a imprensa acompanhe o caso, dê voz às vítimas e fiscalize o andamento das investigações, para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados na forma da lei”, declararam os concursados.

Com ClickPB

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB