Após licença de Romero Rodrigues, Leonardo Gadelha toma posse na Câmara dos Deputados por quatro meses

O suplente de deputado federal Leonardo Gadelha (Podemos) tomou posse nesta quinta-feira (9) na Câmara dos Deputados, após a licença de 122 dias do deputado Romero Rodrigues (Podemos). O afastamento, sem remuneração, foi oficializado para tratar de assuntos pessoais, em um momento em que o parlamentar também se recupera de um acidente sofrido no último fim de semana. Com isso, Gadelha passa a representar a Paraíba no Congresso Nacional pelos próximos quatro meses.

A licença ocorre poucos dias após Romero Rodrigues ser atacado por um touro em frente a sua residência, em Campina Grande. O deputado sofreu fratura no braço, lesões nas costelas, diversos hematomas e chegou a ter uma convulsão após o acidente. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele explicou que o episódio aconteceu quando tentava retirar o animal de uma área próxima à residência para evitar riscos aos amigos de seu filho. Por orientação médica, permanecerá em repouso durante o período de recuperação.

Esta é a segunda vez em menos de dois anos que Leonardo Gadelha assume uma cadeira na Câmara dos Deputados. Em 2024, ele também exerceu o mandato durante a licença do deputado federal Ruy Carneiro. Agora, retorna ao Legislativo em meio às articulações políticas para as eleições de 4 de outubro, das quais é pré-candidato à Câmara Federal.

Ao anunciar a posse nas redes sociais, Leonardo Gadelha destacou o compromisso com o mandato e agradeceu ao colega de partido. “Assumo mais uma vez, com grande honra e satisfação, o cargo de deputado federal pela Paraíba. É momento de ampliar nossa luta em defesa dos paraibanos e de batalhar pelo desenvolvimento do nosso estado.” Em seguida, acrescentou: “Agradecer ao amigo Romero Rodrigues e lhe desejar uma pronta recuperação”, explicou.

O parlamentar também relembrou a trajetória política do pai, o ex-deputado federal e ex-senador Marcondes Gadelha, e afirmou que pretende manter a atuação voltada para temas estratégicos do estado. “O legado de Marcondes Gadelha segue vivo em defesa da Paraíba. Ele lutou pela Transposição do Rio São Francisco, agora luto para que tenha água na torneira de todos os paraibanos. Irei ouvir de perto as pessoas para melhorar a vida nas cidades, pautar o cuidado e a melhor experiência de vida para os idosos e debater regulamentações e ações ligadas à tecnologia no nosso cotidiano”, destacou.

Encerrando a publicação, Leonardo reforçou o foco na atuação parlamentar durante o período em que permanecerá na Câmara. “Agora é hora de trabalhar. Colocar minha experiência em prática para melhorar a vida de todos os paraibanos”, finalizou. A licença de Romero Rodrigues integra um entendimento político firmado no Podemos para permitir o rodízio da representação da legenda na Câmara dos Deputados durante o atual mandato.

Fonte83

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB