Operação São João 2026 encerra festejos com redução da criminalidade e 122 prisões em toda a Paraíba

A Operação São João 2026 consolida o modelo de atuação da Segurança Pública da Paraíba, baseado na integração entre inteligência, tecnologia, policiamento ostensivo e resposta operacional. Durante 33 dias de festejos, as forças de segurança (Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros de Militar) atuaram de forma coordenada com os Centros Integrados de Comando e Controle (CICC) em 1.979 eventos realizados em 174 municípios, garantindo tranquilidade para milhões de pessoas e alcançando resultados expressivos na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.

Entre os principais resultados está a prisão de 122 pessoas durante os festejos realizados em todo o Estado. Desse total, 90 prisões ocorreram na 2ª Região Integrada de Segurança Pública (Parque do Povo e Galante) e 32 na 3ª Região Integrada de Segurança Pública, durante o São João de Patos.

Na 2ª Reisp, onde acontece o Maior São João do Mundo, 53 prisões tiveram apoio direto das tecnologias utilizadas pelo CICC, entre elas o reconhecimento facial, videomonitoramento e monitoramento eletrônico de pessoas submetidas a medidas judiciais, enquanto 37 prisões foram realizadas pela atuação ostensiva da Polícia Militar.

Na 3ª Reisp, em Patos, quatro das 32 prisões também tiveram apoio das tecnologias empregadas pelo Centro Integrado de Comando e Controle, evidenciando a expansão do modelo de segurança integrada adotado pela Secretaria da Segurança e da Defesa Social em todo o Estado.

INDICADORES CRIMINAIS

Além das prisões, a Operação São João 2026 apresentou reduções importantes nos indicadores criminais. Em Campina Grande, os furtos de veículos caíram 78%, os roubos de veículos reduziram 57% e os furtos de celulares diminuíram 19,29% em relação ao mesmo período de 2025. Os resultados refletem o planejamento operacional, o investimento em tecnologia e a atuação integrada das forças de segurança.

CENTRO INTEGRADO DE COMANDO E CONTROLE (CICC)

O Centro Integrado de Comando e Controle consolidou-se como o principal núcleo estratégico da Operação São João 2026. Somente na 2ª Reisp, responsável pelo Parque do Povo e Galante, 53 das 90 prisões ocorreram com apoio das tecnologias empregadas pelo CICC, por meio do reconhecimento facial, videomonitoramento e monitoramento eletrônico de pessoas submetidas a medidas judiciais. Em Patos, outras quatro prisões também tiveram suporte das ferramentas tecnológicas.

O comparativo com 2025 demonstra um avanço expressivo no uso da tecnologia como ferramenta de apoio à atividade policial. No ano de 2025, apenas em Campina Grande e Galante, 28 pessoas foram presas com auxílio do videomonitoramento. No ano de 2026, esse número saltou para 53 prisões, um crescimento de 89,3%. Considerando também a atuação da 3ª Reisp, foram 65 prisões com apoio das tecnologias em todo a Paraíba, representando um aumento de 103,57% em relação ao ano anterior.

POLÍCIA MILITAR

A Polícia Militar da Paraíba realizou uma das maiores mobilizações operacionais da história da Operação São João, garantindo policiamento ostensivo em 1.979 eventos distribuídos por 174 municípios. Foram empregados 35.029 policiais militares e 4.541 viaturas, além da realização de 28.455 abordagens a pessoas, 13.433 abordagens a veículos e 524 pontos de bloqueio. Nos principais polos juninos foram registradas 218 ocorrências.

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

O Corpo de Bombeiros Militar atuou de forma permanente na proteção da vida durante os festejos juninos. No Parque do Povo e em Galante foram registrados 771 atendimentos, com destaque para 477 ocorrências de emergências clínicas, 286 atendimentos por intoxicação exógena e oito ocorrências de queda de altura. Entre as ações de maior relevância esteve o combate ao incêndio em estabelecimentos comerciais no Parque do Povo, cuja rápida resposta das equipes, integrada ao sistema de videomonitoramento do CICC, evitou a propagação das chamas para outros empreendimentos e impediu que a ocorrência resultasse em vítimas.

POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil da Paraíba encerrou a Operação São João 2026 com 1.029 procedimentos de polícia judiciária. Durante a operação foram registrados 946 Boletins de Ocorrência, 38 Termos Circunstanciados de Ocorrência, 29 Autos de Prisão em Flagrante e instaurados 10 inquéritos policiais. O trabalho integrado das equipes garantiu rapidez na formalização dos procedimentos, fortalecimento das investigações e suporte jurídico às ações desenvolvidas durante todo o ciclo junino.

INSTITUTO DE POLÍCIA CIENTÍFICA (IPC)

O Instituto de Polícia Científica assegurou suporte técnico-científico ininterrupto durante toda a Operação São João 2026. No Parque do Povo e em Galante foram realizados 115 procedimentos periciais, compreendendo 58 exames de lesão corporal em conduzidos, 27 exames de lesão corporal em vítimas, 19 exames de constatação de drogas e 11 identificações criminais. A atuação das equipes periciais garantiu agilidade na produção da prova técnica e fortaleceu as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

DETRAN-PB

O Departamento Estadual de Trânsito intensificou as ações de fiscalização e prevenção durante toda a Operação São João. Foram realizadas 39 ações da Operação Lei Seca, com 1.712 veículos abordados e 1.701 testes de alcoolemia. As equipes também lavraram 241 autos de infração, removeram 31 veículos e registraram 122 autuações com base no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro.

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB