Noiva de empresário morto em assalto diz que os dois planejavam casar e ter filhos

A noiva de Bruno Mello, de 29 anos, empresário morto durante uma tentativa de assalto, em João Pessoa, disse que os dois estavam planejando formalizar a união e ter filhos. O empresário era dono de uma loja de celulares e foi atingido por vários tiros, no início da tarde desta quinta-feira (2).

“Queria muito ser pai, tínhamos planos de nos batizar nas águas, casar no civil e construir a nossa família, ter um lar maior e ter paz no nosso corações e vivermos em paz”, disse Rayane Pereira.

O empresário é descrito pela noiva, Rayane Pereira, como “dedicado” e “respeitador”. Os dois tinham um ano de relacionamento e já moravam juntos, mas, segundo Rayane Pereira, desejavam formalizar a união.

“Bruno era o homem mais incrível que já conheci, muito atencioso, dedicado, cuidadoso, respeitador, amoroso, um ótimo filho, parceiro e esposo. Muito dedicado ao seu trabalho sempre com muita responsabilidade principalmente em sua loja”.

Segundo Rayane, Bruno era proprietário da loja de celulares há um ano, mas já trabalhava na área há pelo menos três anos.

O corpo do empresário será sepultado às 13h30 desta sexta-feira (3), no Cemitério Santa Catarina, no Bairro dos Estados.

Entenda o caso

Um homem foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto a uma loja de celulares no início da tarde desta quinta-feira (2), em João Pessoa. O crime ocorreu no bairro José Américo.

A vítima era Bruno Mello, o dono do estabelecimento, que fica localizado na avenida Hilton Souto Maior, perto da Igreja São José.

De acordo com o delegado Thiago Cavalcanti, os suspeitos armados entraram no prédio comercial e, ao subirem as escadas em direção à sala onde a loja de celulares funcionava, encontraram a vítima, que também estava armada.

O proprietário da loja apontou a arma para os suspeitos que atiraram várias vezes no homem.

“Conforme foi apurado aqui no local, indivíduos armados acessaram aqui o estabelecimento, o hall do estabelecimento, quando se depararam com a vítima, que também estava portando uma arma de fogo. Ao visualizar os elementos, a vítima sacou a sua arma de fogo, mas foi alvejada pelos algozes e veio a óbito aqui no próprio local”, disse o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, não foi possível precisar a quantidade exata de tiros que o homem recebeu.

Ainda nesta quinta-feira (2), um dos suspeitos foi preso dirigindo o carro utilizado no crime. 

Jornal da Paraíba

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB