OAB Cariri denuncia ao Ministério Público suspeita de exercício ilegal da advocacia em cidade da região

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção Cariri informou, por meio de nota oficial, que encaminhou uma denúncia ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) relatando indícios de exercício ilegal da advocacia no município de Sumé.

De acordo com a entidade, a denúncia foi protocolada pela presidente da Subseção Cariri, Dra. Edilaine Araújo de Morais, e aponta possíveis práticas de atos privativos da advocacia por pessoa não inscrita nos quadros da OAB.

Segundo a nota, a conduta pode configurar infração penal prevista no artigo 47 da Lei de Contravenções Penais, além de representar violação ao Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994), que estabelece que o exercício da profissão é privativo de advogados regularmente inscritos na Ordem.

A OAB Cariri destacou que continuará acompanhando o caso junto aos órgãos competentes e reafirmou seu compromisso com a defesa da sociedade e da advocacia exercida dentro dos parâmetros legais.

Confira a nota na íntegra:

“A Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Cariri informa que a sua presidente, Dra. Edilaine Araújo, encaminhou denúncia ao Ministério Público da Paraíba, relatando indícios de exercício ilegal da advocacia no município de Sumé.

A conduta, que consiste na prática de atos privativos da profissão por quem não é inscrito nos quadros da OAB, constitui infração penal prevista no artigo 47 da Lei de Contravenções Penais, além de violar o Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994).

A OAB Cariri reforça seu compromisso com a defesa da sociedade e da advocacia legalmente constituída, e seguirá acompanhando o caso junto aos órgãos competentes.”

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB