Agentes foram à casa de Bolsonaro após tornozeleira perder sinal

Policiais da central de monitoramento eletrônico foram à casa do Jair Bolsonaro na semana passada após a tornozeleira do ex-presidente perder o sinal.

A informação consta em um relatório da Polícia Civil enviado ao STF, detalhando todas as visitas à casa de Bolsonaro durante a semana.

O episódio aconteceu no último dia 19: por volta das 19h, houve um alerta de perda de sinal da tornozeleira eletrônica. O ex-presidente foi orientado a ir para a área externa da casa até que o sinal fosse reestabelecido.

Quando dois agentes ligados à Secretaria de Administração Penitenciária chegaram ao local, viram que a tornozeleira estava intacta e funcionando normalmente, sem necessidade de troca.

Bolsonaro já tentou violar a tornozeleira eletrônica, fato que levou à prisão preventiva dele em novembro de 2025. À época, ele tentou violar o aparelho usando um ferro de solda, o que ele alegou que fez por estar sob efeito de remédios.

O relatório da Polícia Civil também mostra outro detalhe curioso: Flávio Bolsonaro esteve na casa do pai na manhã do dia 24. Mais tarde naquele dia, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou um vídeo em que diz ter sido maltratada e humilhada pelo senador.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB