Morte registrada após confusão em Monteiro será esclarecida pela perícia; ainda não há confirmação de homicídio

As circunstâncias da morte de um homem registrada na madrugada deste sábado (27), em Monteiro, ainda são cercadas de dúvidas e deverão ser esclarecidas pelo trabalho da perícia técnica. Até o momento, não existe confirmação oficial de que a vítima tenha sido assassinada.

De acordo com informações preliminares, a confusão teria começado nas proximidades da Praça João Pessoa, no centro da cidade. Durante o desentendimento, o homem teria utilizado um pedaço de madeira para se defender, mas acabou abandonando o objeto e deixando o local em fuga.

Relatos apontam que algumas pessoas envolvidas na confusão teriam iniciado uma perseguição à vítima logo em seguida.

Na tentativa de escapar, o homem teria pulado o muro de uma residência nas imediações. Pouco tempo depois, ele foi encontrado sem vida no interior do imóvel. Informações extraoficiais indicam que havia marcas de sangue no muro da residência.

Apesar dos relatos sobre a perseguição, ainda não é possível afirmar se a morte ocorreu em decorrência de agressões sofridas durante a confusão ou se foi provocada por outra circunstância.

A definição da causa da morte dependerá do resultado dos exames periciais, que deverão indicar a origem dos ferimentos e esclarecer a dinâmica dos fatos.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes e somente após a conclusão da perícia será possível confirmar se houve homicídio ou se a morte decorreu de outra situação.

De Olho no Cariri

Com Paraíba da Gente

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB