Presidente dos Estados Unidos compartilha texto que diz que eleição no Brasil é seu próximo desafio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou hoje um artigo que diz que a eleição no Brasil será o seu próximo desafio. Episódio ocorre dias após o republicano afirmar que o Brasil se tornou “perigoso politicamente”.

Texto compartilhado na Truth Social por Trump diz que as atenções agora se voltam para o Brasil, “a potência política da região”. A publicação, do site americano NewsMax, destaca que a próxima eleição presidencial brasileira poderá se tornar a disputa mais importante do hemisfério.

O texto ressalta que ainda faltam quatro grandes desafios para Trump. Na análise, os países citados são Cuba, Nicarágua, Venezuela e Brasil. “A eleição já está gerando intenso debate sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e se a disputa será conduzida de maneira considerada livre e justa por todos os lados”, diz um trecho do artigo.

“Trump está realmente tornando as Américas grandes novamente”, segundo o texto compartilhado pelo republicano. “Caso o Brasil venha a se juntar à crescente lista de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina será drasticamente diferente do que era há apenas uma década”, continua o artigo.

Trump admite que observou o Brasil e que não é fã de Lula. “Não sou fã dele, nem desgosto. Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente. Muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso. Foi muito volátil, e tudo bem”, afirmou o presidente dos EUA. A declaração foi feita em entrevista ao site norte-americano Axios.

Declaração ocorre dias após Trump afirmar que o Brasil se tornou “um pouco difícil” e “politicamente perigoso”. Na última quarta-feira, o republicano afirmou ter passado bastante tempo com o presidente Lula (PT) na cúpula do G7. As declarações aconteceram em uma coletiva de imprensa nesta tarde após ser questionado por uma repórter se havia se encontrado com o líder brasileiro para conversas em Evian, na França.

Republicano não especificou, no entanto, temas debatidos com Lula. Jornalista havia perguntado se os dois presidentes debateram sobre tarifas e designações de facções brasileiras como terroristas – que gerou uma crise diplomática entre os governos.

Trump disse que o Brasil tem se tornado “perigoso politicamente”. “O país se tornou um pouco conturbado politicamente, um pouco perigoso”, falou.

O americano também lamentou, incorretamente, a suposta prisão de “Bolsonaro Júnior”. A fala aparenta ser uma referência à decisão do STF que, ontem, condenou Eduardo Bolsonaro à prisão por coação no curso do processo da trama golpista. Ele também confunde Eduardo com outro filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto.

As declarações do republicano provocaram reação imediata de Lula. O presidente brasileiro afirmou que Trump “não conhece o Brasil” e criticou o que classificou como interferência do norte-americano em assuntos internos do país. “Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso”, disse Lula, durante uma entrevista coletiva em Genebra para tratar de sua participação no G7.

O presidente brasileiro também defendeu o processo eleitoral brasileiro. “Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas”, disse.

“Se ele (Trump) conhece o Brasil pela relação que ele tem com a família Bolsonaro, ele desconhece o Brasil”, afirmou Lula. “Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema – é um problema dele afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, acrescentou.

Com Portal R7

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB