Boa Vista vive ápice do São João dos Bairros com Ton Oliveira nesta véspera de São João e programação especial no dia 24

O clima junino esquenta os forrozeiros de Boa Vista nesta terça-feira (23), véspera de São João, com uma das atrações mais aguardadas da programação do São João dos Bairros 2026. A partir das 20h, a Praça Bom Jesus receberá o cantor e compositor paraibano Ton Oliveira, um dos nomes mais representativos do forró tradicional nordestino. Também se apresentará Kiel do Acordeon, numa noite de muito arrasta-pé, cultura popular e valorização das raízes da música nordestina.

Natural de Campina Grande, Ton Oliveira construiu uma carreira marcada pela defesa da cultura nordestina e por sucessos que se tornaram referência do forró paraibano, como “Paraíba Joia Rara” e “Falta um Boi Vaqueiro”. Com mais de três décadas dedicadas à música, o artista é reconhecido por suas composições que retratam o cotidiano, os costumes e a identidade do povo nordestino.

A programação segue na quarta-feira (24), Dia de São João, quando a Praça Bom Jesus volta a ser o ponto de encontro dos boavistenses. Além do tradicional clima junino, o público poderá acompanhar a transmissão da Copa do Mundo em telão com a partida entre Brasil e Escócia, às 19h, reunindo torcedores para viver a emoção do futebol em clima de festa. Após o jogo, a animação continua com show do Forró do Mexerika, garantindo uma noite especial de celebração e confraternização.

De acordo com o prefeito Fernando Aires, os dias 23 e 24 representam um dos momentos mais especiais da programação.

“Estamos vivendo o coração do nosso São João. É a tradição, a cultura, a música nordestina e a alegria do nosso povo reunidos em uma grande celebração. Convidamos toda a população para participar e prestigiar esse momento de entretenimento e confraternização junina na nossa Boa Vista”, destacou.

O São João dos Bairros vem movimentando comunidades da zona urbana e rural desde o início da programação e seguirá até o mês de julho, levando música, cultura e integração para diversas localidades do município. A iniciativa valoriza os artistas regionais e as tradições juninas.

De Olho no Cariri

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB