Justiça mantém prisão de suspeito de matar empresário, por ciúmes, após festa na Paraíba

O empresário Cristian Dantas, suspeito de matar a tiros o engenheiro Rubens Fernando da Costa Filho na saída da festa privada Soul João, em Lagoa Seca, passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (22). Na audiência, manteve a prisão preventiva.

A Delegacia de Homicídios de Campina Grande, responsável pela investigação, está formalizando os procedimentos finais referentes ao crime.

O corpo da vítima, o engenheiro Rubens Fernando da Costa Filho, foi velado e enterrado, na manhã desta segunda-feira, em Guarabira, sua cidade natal.

Relembre o crime

Um homem foi assassinado a tiros na saída de uma festa, no último domingo, na zona rural de  Lagoa Seca, no Agreste paraibano, região de Campina Grande. Rubens Fernando da Costa Filho, de 29 anos, teria discutido com o suspeito do crime, de 30 anos, no interior do local, por causa de ciúmes de uma jovem.

De acordo com a Polícia Civil, quando a vítima já estava deixando o local, o suspeito se armou de uma pistola e disparou seis vezes contra o  homem.

A vítima ainda chegou a ser socorrida, mas não resistiu. O suspeito do crime tentou fugir, mas foi preso pela Polícia Militar no local.

Com MaisPB

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB