Prisão domiciliar de Bolsonaro termina na quinta; prorrogação depende de Moraes

O prazo da prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro termina na próxima quinta-feira (25), e a manutenção do benefício dependerá de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por liderar uma organização criminosa acusada de tentar um golpe de Estado para mantê-lo no poder após as eleições de 2022.

A prisão domiciliar foi concedida por Moraes em março, pelo período de 90 dias, após o ex-presidente apresentar problemas de saúde, incluindo um quadro de broncopneumonia. Antes disso, Bolsonaro estava custodiado em uma sala de Estado-Maior no Complexo Penitenciário da Papuda, após passagem pela Superintendência da Polícia Federal.

Na análise sobre uma eventual prorrogação da prisão domiciliar, Moraes deverá considerar novos relatórios médicos apresentados pela defesa. Os advogados pediram autorização para a realização de exames.

Arma apreendida

Além do estado de saúde, o comportamento do ex-presidente durante o cumprimento da medida também deve entrar na avaliação do STF. Um dos fatos que pode influenciar na decisão é a apreensão de uma pistola Glock 9 mm pertencente a Bolsonaro, encontrada com um militar responsável por sua segurança durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal na semana passada. Embora a arma possuísse documentação regular, ela foi recolhida porque o certificado de registro não estava no veículo.

Após determinação de Moraes, a defesa apresentou esclarecimentos ao STF e afirmou que a própria equipe de segurança retirou o percussor da arma, deixando ela inoperante, por causa do uso de medicamentos psiquiátricos pelo ex-presidente.

MaisPB

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri