Lula mantém a dianteira e segue quatro pontos à frente de Flávio no segundo turno, aponta Datafolha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a dianteira nas intenções de voto, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial de 2026. O petista marca 47% contra 43%, os mesmos números registrados na sondagem anterior, realizada em há um mês. Votos brancos e nulos somam 8% e não sabe 1%.

No primeiro turno, Lula tem 41% e Flávio 31%. Lula oscilou um ponto para cima, mas a mudança ocorre dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os dois estão bem distantes dos outros candidatos: Ronaldo Caiado (PSD) surge com 3%, mesmo patamar de Renan Santos (Missão). Em seguida vêm Aécio Neves (PSDB), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Samara Martins,  todos com 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Joaquim Barbosa (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm 1% das intenções de voto. Não sabem são 4% e brancos e nulos 7%.

Os números sugerem que Flávio Bolsonaro conseguiu se manter e não perdeu mais terreno depois da divulgação do caso “Black Horse”, em que pede dinheiro para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar a produção de um filme sobre a trajetória do pai, Jair Bolsonaro.

O Datafolha, no entanto, não conseguiu aferir completamente o impacto do envolvimento do líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA). Na quinta-feira, 18, a Polícia Federal realizou buscas e apreensão na casa do ex-governador baiano e encontrou quase 500 000 reais em moeda estrangeira. Wagner também é suspeito de ter recebido repasses em 3,5 milhões de reais, por meio de uma empresa  da nora, e de ser agraciado com um apartamento de luxo no valor de 2,5 milhões.

A pesquisa, porém, foi a campo na quarta-feira, 17, quando o episódio ainda não tinha sido noticiado e permaneceu com as entrevistas na quinta-feira, quando o caso veio à tona.

Outros cenários de Segundo Turno

Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 47%  e o ex-governador de Goiás, 41%. Se o segundo turno acontecesse entre o presidente da República e Romeu Zema, o mandatário sairia vitorioso pelo placar de 48% a 39%

Rejeição

Lula e Flávio seguem empatados, dentro da margem de erro quanto à taxa de rejeição. Lula tem 46% e Flávio 48%. A diferença entre os dois se ampliou, já quem em maio era de 45% e 46% respectivamente. Alterações dentro da margem de erro, contudo, não são estatisticamente relevantes.

O Datafolha ouviu 2004 pessoas em 139 cidades.

Veja

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB