Justiça suspende eleição antecipada de Mesa Diretora de mais uma Câmara do Cariri

A Justiça da Paraíba determinou a suspensão dos efeitos da eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Zabelê, realizada no último dia 15 de junho de 2026, que havia definido a composição para o biênio 2027/2028.

A decisão foi proferida pelo juiz Ronald Neves Pereira, da 1ª Vara Mista de Monteiro, após ação movida pela vereadora Ellys Fernanda Bezerra Batista contra a Câmara Municipal de Zabelê e o presidente da Casa Legislativa, Vagner Dantas da Silva.

Na ação, a parlamentar questionou a antecipação da eleição da Mesa Diretora, alegando violação aos princípios republicano e democrático e ao entendimento dos tribunais sobre a necessidade de proximidade entre a escolha dos membros da Mesa e o período em que exercerão os cargos.

O pleito antecipado havia escolhido a chapa formada por Vagner Dantas (presidente), Juninho de Marleide (vice-presidente), Vanderlândio (1º secretário) e Ecleziano (2º secretário). Após a realização da votação, a autora da ação pediu a suspensão dos efeitos da eleição.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou entendimentos do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Justiça da Paraíba sobre a contemporaneidade das eleições legislativas. Conforme a decisão, a escolha da Mesa Diretora para o segundo biênio deve ocorrer em período mais próximo ao início do mandato correspondente.

Na decisão, o juiz apontou que a eleição ocorreu em 15 de junho de 2026, cerca de quatro meses antes do marco considerado adequado, previsto a partir de outubro de 2026, e aproximadamente seis meses antes do início do mandato.

Com a determinação judicial, ficam suspensos os efeitos da eleição realizada, bem como qualquer ato de posse, diplomação ou exercício das funções da chapa eleita para o biênio 2027/2028. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 30 mil.

A Justiça também determinou que uma nova eleição para a Mesa Diretora referente ao biênio 2027/2028 somente poderá ocorrer a partir de 1º de outubro de 2026, seguindo os critérios constitucionais estabelecidos.

VEJA A DECISÃO, CLICANDO AQUI.

De Olho no Cariri

Com Paraíba da Gente

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Uma criança de três anos foi socorrida e internada após ingerir maconha, na noite da sexta-feira (7), em Sousa, no Sertão da Paraíba. O menino foi levado pela mãe ao Hospital Regional de Sousa, que acionou a Polícia Militar após a entrada da criança na unidade de saúde. O caso só foi divulgado nesta segunda-feira (10).

Segundo informações repassadas pelo hospital, a criança chegou à unidade sonolenta e chorosa. À equipe médica, a mãe relatou que tinha o costume de dar maconha ao filho e afirmou que não percebeu o momento em que a criança teria ingerido a substância.

As equipes médica e de enfermagem realizaram os primeiros atendimentos e conseguiram estabilizar o menino. Em seguida, ele foi encaminhado para a semi-intensiva pediátrica, onde permaneceu sob cuidados médicos.

A quantidade de maconha que teria sido ingerida pela criança não foi informada. De acordo com o hospital, a mãe relatou que o episódio passou despercebido até a criança apresentar sinais de alteração.

A assessoria do Hospital Regional de Sousa informou que a criança apresentou melhora no quadro clínico após receber atendimento médico e permanecer sob observação na unidade.

O menino recebeu alta médica nesta segunda-feira (10).

Caso em investigação

A Polícia Militar foi acionada pelo Hospital Regional de Sousa e encaminhou a mãe da criança à delegacia para prestar esclarecimentos.

Segundo a polícia, a mulher confessou ser usuária de drogas e afirmou que, ao preparar maconha em casa, deixou restos da substância no local.

“Ao fazer sua maconha em casa, acabou deixando alguns dejetos, e essa criança pode ter ingerido”, informou a Polícia Militar.

Após prestar depoimento, a mulher foi liberada.

Um laudo técnico ainda é aguardado pela polícia. O resultado deve ajudar a confirmar a ingestão da droga e esclarecer as circunstâncias do caso.

O Conselho Tutelar de Sousa também foi acionado para acompanhar a situação. A reportagem não conseguiu contato com o órgão até a última atualização desta matéria.

Com Jornal da Paraíba