Ex-bolsonarista, Julian Lemos crava apoio à reeleição de Lula: “Convicção”

O ex-deputado federal Julian Lemos, que ganhou projeção nacional ao coordenar a campanha de Jair Bolsonaro na Paraíba em 2018 e foi um dos principais aliados do ex-presidente naquele período, anunciou publicamente, nesta quinta-feira (18), seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em publicação nas redes sociais, Julian afirmou que sua posição política mudou e que o apoio ao atual presidente é fruto de uma “escolha de convicção”, motivada, segundo ele, pela defesa da soberania nacional e da democracia.

Na postagem, o ex-parlamentar argumenta que a principal divisão política do país não está entre direita e esquerda, mas entre aqueles que defendem os interesses nacionais e os que, segundo ele, priorizam projetos pessoais e familiares de poder.

Julian Lemos também confirmou que estará ao lado de Lula nas próximas disputas políticas, ressaltando, porém, que sua prioridade é o Brasil.

“Sim, estarei. Mas, antes de estar com Lula, estarei com o Brasil”, afirmou.

O ex-deputado ainda elogiou a trajetória política e pessoal do presidente da República, destacando sua origem humilde e o reconhecimento conquistado no cenário internacional. Na avaliação de Julian, Lula precisa contar com um Congresso comprometido com a democracia, a soberania nacional e os interesses da população.

Ao concluir a mensagem, Julian Lemos afirmou que pretende contribuir com esse projeto político e reforçou que, acima das disputas partidárias, coloca os interesses do país.

“Porque, acima de qualquer partido, está o Brasil”, declarou.

A manifestação marca mais um capítulo no distanciamento entre Julian Lemos e a família Bolsonaro.

Com PB Agora

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB