Lucas volta a afastar definição sobre vice e diz que anúncio não deve ocorrer antes do São João

O governador da Paraíba e pré-candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), voltou a afastar nesta segunda-feira (15), a possibilidade de uma definição imediata sobre quem deverá compor a vaga de vice na chapa majoritária da base governista. Durante entrevista à rádio Correio 98 FM, o gestor afirmou que as discussões serão retomadas com mais intensidade apenas após o período junino.

“Acho que agora a gente já pega aí uma semana que vamos entrar no São João e vamos depois desse momento fazer esse aprofundamento desse diálogo”, afirmou Lucas.

Sem antecipar nomes, o governador mais uma vez ressaltou que a escolha não deve ficar apenas no campo político, mas também passará pelo compromisso e disposição de contribuir com o desenvolvimento do estado.

“A gente espera alguém que venha arregaçar as mangas e trabalhar com a gente, trabalhar pela Paraíba, trabalhar por esse projeto e ser mais uma pessoa que venha ajudar mesmo o nosso estado a continuar crescendo”, acrescentou.

Nos bastidores da política paraibana, o tema segue movimentando as articulações para a formação da chapa governista. Apesar de o nome da ex-secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Rosália Lucas, ter ganhado força recentemente nas especulações, interlocutores do grupo apontam que o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), continua sendo o nome mais citado nas negociações.

Ao longo da pré-campanha, outras lideranças também tiveram os nomes lembrados para a composição. Entre elas estão o deputado estadual Wilson Filho (Republicanos), a ex-secretária Rafaella Camaraense, o deputado federal Raniery Paulino (Republicanos), o deputado estadual Luciano Cartaxo (PT), a ex-primeira-dama de João Pessoa, Maísa Cartaxo, além da possibilidade de uma indicação do PT.

Outro nome que chegou a ser mencionado nos bastidores foi o do deputado federal Ruy Carneiro (Podemos), embora o parlamentar ainda permaneça no campo da oposição ao atual governo estadual.

Com PB Agora

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil