Sisu + 2026 abre inscrições para mais de 1,7 mil vagas em universidades públicas da Paraíba

A Paraíba oferece 1.776 vagas para a seleção unificada Sisu +, etapa complementar ao Sisu 2026. As inscrições começam nesta segunda-feira (15) e seguem até o dia 19 de junho, por meio do Portal de Acesso Único.

As oportunidades estão distribuídas entre a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e o Instituto Federal da Paraíba (IFPB).

O resultado da chamada regular está previsto para ser divulgado em 24 de junho. Já o prazo para participar da lista de espera é de 24 a 26 de junho.

Vagas na UFPB

Na UFPB, serão ofertadas 286 vagas distribuídas entre os quatro campi da instituição, com ingresso previsto para o período letivo 2026.2.

A distribuição é a seguinte:

  • 111 vagas para a unidade sede, em João Pessoa;
  • 15 vagas para o polo Mangabeira, também em João Pessoa;
  • 31 vagas para o campus II, em Areia;
  • 40 vagas para o campus III, em Bananeiras;
  • 64 vagas para o campus IV, em Rio Tinto;
  • 25 vagas em Mamanguape.

Vagas na UFCG

Na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), são oferecidas 158 vagas, divididas entre ampla concorrência e cotas. As oportunidades são para os campi de Campina Grande e Pombal, nos cursos de Comunicação Social, Agronomia e engenharias (Ambiental, Civil e de Alimentos).

Vagas na UEPB

A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) disponibilizou a maior parte das oportunidades: são 1.017 vagas distribuídas em 38 cursos. Veja a divisão por campus:

  • Campus I (Campina Grande): Ciências Biológicas (licenciatura – noturno e integral); Engenharia Sanitária e Ambiental (bacharelado – integral); Estatística (bacharelado – matutino e noturno); Física (licenciatura – integral e noturno); Geografia (licenciatura – noturno e matutino); Jornalismo (bacharelado – matutino e noturno); Letras/Espanhol (licenciatura – noturno e integral); Letras/Inglês (licenciatura – integral); Letras/Língua Portuguesa (licenciatura – integral); Matemática (licenciatura – integral); Química (licenciatura – noturno e integral); Química Industrial (bacharelado – integral e noturno).
  • Campus II (Lagoa Seca): Agronomia (bacharelado – vespertino).
  • Campus III (Guarabira): Direito (bacharelado – vespertino).
  • Campus IV (Catolé do Rocha): Letras (licenciatura – matutino).
  • Campus V (João Pessoa): Arquivologia (bacharelado – matutino); Biologia (bacharelado – integral); Relações Internacionais (bacharelado – matutino e noturno).
  • Campus VI (Monteiro): Ciências Contábeis (bacharelado – matutino); Letras/Espanhol (licenciatura – matutino); Letras/Português (licenciatura – matutino); Matemática (licenciatura – matutino).
  • Campus VII (Patos): Administração (bacharelado – matutino e noturno); Ciência da Computação (bacharelado – noturno); Física (licenciatura – noturno); Matemática (licenciatura – matutino).
  • Campus VIII (Araruna): Engenharia Civil (bacharelado – integral).
  • Sousa (Unidade Acadêmica de Energias Renováveis): Energias Renováveis (tecnológico – noturno).

Vagas no IFPB

O Instituto Federal da Paraíba (IFPB) informou que estão abertas 315 vagas no Sisu +, para 12 cursos, distribuídas em seis campi.

  • Campus Cabedelo: Design Gráfico (Noturno): 9 vagas
  • Campus Campina Grande: Engenharia Civil (Integral): 15 vagas; Física (Noturno): 43 vagas; Matemática (Noturno): 31 vagas; Telemática (Integral): 40 vagas
  • Campus Guarabira: Gestão Comercial (Noturno): 22 vagas; Sistemas para Internet (Integral): 20 vagas
  • Campus Picuí: Gestão Ambiental (Vespertino): 40 vagas; Sistemas para Internet (Noturno): 31 vagas; Geografia (Noturno): 21 vagas
  • Campus Patos (IFPBSertão PB): Engenharia Civil (Integral): 22 vagas
  • Campus Princesa Isabel (IFPBSertão PB): Ciências Biológicas (Vespertino): 21 vagas.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil