PRF desarticula esquema de desvio de carga e prende dupla em Queimadas/PB

Uma ação da Polícia Rodoviária Federal resultou na recuperação de uma carga desviada e na prisão de, pelo menos, dois suspeitos em Queimadas, no Agreste paraibano, nesta quinta-feira (11). A ocorrência foi registrada na BR-104, quando os agentes abordaram um carro e um caminhão que seguia de Pernambuco para o Maranhão. Os dois veículos eram utilizados em um esquema de desvio de carga e falsa comunicação de crime interestadual.

Ao perceberem a fiscalização, os dois ocupantes do carro de apoio abandonaram o automóvel e fugiram para uma área de mata às margens da rodovia. Durante a vistoria, os policiais encontraram uma arma de fogo dentro do automóvel.

Com o apoio de um drone da Polícia Militar da Paraíba, foi realizado um cerco na região, que permitiu a localização e captura dos dois fugitivos. Já o motorista do caminhão afirmou desconhecer a origem da carga transportada, composta por diversos produtos, entre eles bebidas alcoólicas e leite de coco.

Durante a investigação, a PRF descobriu que boletins de ocorrência registrados em Pernambuco relatando o suposto roubo da carga eram falsos. Segundo as autoridades, o grupo simulava assaltos para justificar o desaparecimento das mercadorias e facilitar o desvio dos produtos. Os suspeitos, os veículos e a arma apreendida foram encaminhados à Polícia Judiciária.

De Olho no Cariri

Blog do Márcio Rangel

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB