Flávio, Zema e ministros de Lula preparam agendas no São João de Campina Grande

Pré-candidatos à Presidência da República e ministros do Governo Federal se preparam para desembarcar em Campina Grande durante os festejos do Maior São João do Mundo, em agendas institucionais e políticas no contexto das Eleições de 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não confirmou participação na festa, segundo aliados. O Governo Federal, no entanto, terá representação ministerial na cidade.

Entre os integrantes da Esplanada que devem passar por Campina Grande está o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que cumpre agenda nesta sexta-feira (5).

No próximo dia 16, desembarcam na Paraíba duas ministras do governo Lula: Márcia Helena Lopes, da Mulher, e Janine Melo, dos Direitos Humanos.

As ministras participam inicialmente de uma solenidade na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher. Em seguida, seguem para compromissos em Campina Grande.

Flávio e Zema em Campina

Entre os presidenciáveis, pelo menos dois já sinalizaram o cumprimento de agendas na Rainha da Borborema: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

As informações foram confirmadas por aliados dos dois políticos, que articulam visitas à cidade durante o período junino. A expectativa é que as agendas ocorram na segunda quinzena de junho.

O São João de Campina Grande vai até o dia 05 de julho e deve receber cerca de 3,5 milhões de pessoas ao longo de 33 dias de festa.

Com Jornal da Paraíba

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil