Delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba trata policiais presos como traficantes: “carne podre”

O delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, André Rabelo, afirmou, na manhã desta terça-feira (2), que os dois investigadores e o delegado Braz Morrone presos durante a Operação Perfidus serão tratados como “traficantes”. “A Polícia Civil não tem carne podre”, desabafou o delegado.

“Dentro dessa operação foram presos três traficantes servidores públicos e aqui eu friso: traficantes. Não é por serem servidores públicos que não são traficantes”, ressaltou, durante coletiva de imprensa para detalhar a investigação da participação de policiais civil em organização criminosa suspeita de repassar informações sigilosas para criminosos, subtrair e roubar drogas de traficantes e vender para grupos rivais ou até aos mesmos bandidos.

Além dos policiais, cinco traficantes foram presos na operação. Entre eles um dos maiores alvos da Polícia Civil da Paraíba por tráfico e roubo bancos, procurado há mais de cinco anos.Para André Rabelo, a prisão dos policiais demonstra que a instituição não medirá esforços para combater desvios de conduta dentro da Polícia Civil.

“A gente consegue mostrar que não consegue cortar na própria carne porque aqui na instituição Policia Civil não tem carne podre. Somos homens e mulheres de bem e a gente consegue detectar e dar uma resposta à sociedade. Como a gente vai combater o crime organizado fora com isso acontecendo dentro da instituição?”, questionou André Rabelo.

Com MaisPB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Pesquisa técnica do Instituto de Pesquisa (IP) revela que cada R$ 1,00 investido pelo município gerou R$ 15,48 em circulação direta no comércio, serviços e polo têxtil local.

SÃO DOMINGOS DO CARIRI (PB) — O 3º Festival da Costura, realizado nos dias 09, 10 e 11 de outubro de 2026, consolidou-se como o maior indutor econômico e cultural do Cariri paraibano. Levantamento estatístico presencial auditado pelo Instituto de Pesquisa (IP) aponta que o evento movimentou entre R$ 2,4 milhões e R$ 3,1 milhões em injeção direta de recursos na cidade, reunindo um público estimado entre 15 mil e 20 mil visitantes.

Com um investimento público referencial de R$ 180 mil na infraestrutura e atrações, o estudo demonstrou um retorno sobre investimento (ROI) socioeconômico de 1.448%. Na prática, cada R$ 1,00 aplicado pela gestão municipal resultou no retorno direto de R$ 15,48 circulando nos caixas de restaurantes, pousadas, lojas, barracas e confecções da cidade.

Aprovação recorde dos serviços públicos

A pesquisa científica, realizada com 200 entrevistas georreferenciadas via GPS e áudio, destacou índices de satisfação comparáveis aos padrões de grandes centros urbanos:

  • Avaliação Geral: 85% dos entrevistados deram notas 9 ou 10 (Excelente) ao evento, totalizando 99% de aprovação positiva.
  • Segurança Pública: 98,6% de aprovação positiva entre moradores e turistas.
  • Limpeza Urbana e Sanitários: 97,2% de avaliações ótimas e boas.
  • Organização e Shows: Mais de 95% de satisfação popular.
  • Índice de Recomendação: 99,3% dos visitantes afirmaram que recomendam a festa e 97,2% têm presença garantida na próxima edição.

Comércio aquecido e valorização do polo têxtil

O impacto fora do pátio de eventos também foi imediato. Entre os comerciantes locais fixos, 64,5% confirmaram aumento direto nas vendas, e 61,3% realizaram contratações temporárias ou reforço de estoque para atender à demanda.

Nos estandes da feira, 100% dos expositores e costureiros afirmaram que o festival fortalece a identidade econômica de São Domingos do Cariri. Além das vendas diretas, 65,2% dos confeccionistas destacaram o ganho de visibilidade da marca e 43,5% fecharam contatos para encomendas futuras no atacado.

O gasto médio individual do público ficou em R$ 159,25 por pessoa, com destaque para os turistas regionais (R$ 185,29) e comerciantes (R$ 245,16). Os dados comprovam que o Festival da Costura deixou de ser apenas uma festividade tradicional para se firmar como uma política pública de desenvolvimento regional, geração de emprego e renda sustentável.

Com Ascom