Câmara de Sumé divulga carta de apoio à criação do curso de Direito na Universidade Federal de Campina Grande no CDSA/Campus Sumé

A Câmara Municipal de Sumé divulgou uma carta de apoio à criação do curso de Direito da UFCG no campus do CDSA, em Sumé. O documento destaca a importância da implantação do curso para o fortalecimento da educação superior no Cariri Paraibano e para ampliar o acesso de jovens das comunidades rurais, assentamentos e da agricultura familiar ao ensino jurídico.

Segundo a carta, o curso poderá contribuir para a formação de profissionais comprometidos com a justiça social, os direitos humanos e as demandas agrárias e ambientais da região. O texto também ressalta que o Cariri Paraibano enfrenta há décadas conflitos relacionados ao acesso e regularização da terra, tornando necessária a formação de profissionais sensíveis às problemáticas sociais do campo.

CARTA DE APOIO À CRIAÇÃO DO CURSO DE DIREITO NA UFCG/CDSA – CAMPUS DE SUMÉ/PB

A Câmara Municipal de Sumé/PB, por meio de seus vereadores, legítimos representantes do povo sumeense, vem manifestar publicamente seu integral apoio à criação do Curso de Bacharelado em Direito na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campus de Sumé/PB, sediado na Unidade Acadêmica de Ciências Sociais (UACIS/CDSA).

A implantação deste curso representa um marco histórico para o fortalecimento das políticas públicas de Educação Superior no Cariri Paraibano, ampliando a democratização do acesso ao ensino jurídico para jovens oriundos das populações do campo, das comunidades rurais, dos assentamentos da reforma agrária, dos povos tradicionais e das famílias da agricultura e pecuária familiar.

Historicamente, o acesso aos cursos de Direito no Brasil esteve concentrado nos grandes centros urbanos, dificultando que filhos e filhas de trabalhadores e trabalhadoras do campo tenham oportunidade de formação jurídica voltada às realidades e necessidades de seus territórios.

Nesse sentido, a criação do curso no CDSA/UFCG constitui uma importante estratégia de interiorização do ensino superior público, gratuito e socialmente referenciado.

O Cariri Paraibano vivencia, há décadas, intensas disputas relacionadas ao acesso, uso e regularização da terra, envolvendo agricultores familiares, comunidades rurais e movimentos sociais. Tais questões demandam cada vez mais profissionais do Direito sensíveis às problemáticas sociais, agrárias, ambientais e territoriais que atravessam a vida dos povos do campo.

Assim, compreendemos que a criação do Curso de Direito no Campus de Sumé poderá contribuir significativamente para ampliar o acesso das populações camponesas ao ensino superior público, formar profissionais comprometidos com a justiça social e os direitos humanos, fortalecer a defesa jurídica das populações do campo, impulsionar pesquisas e ações extensionistas voltadas às demandas sociais do Semiárido e consolidar o papel do CDSA/UFCG como referência nacional na formação vinculada ao desenvolvimento territorial sustentável e à Educação do Campo.

Diante disso, a Câmara Municipal de Sumé reafirma seu apoio político, institucional e social à criação do Curso de Direito da UFCG/CDSA – Campus de Sumé/PB, reconhecendo sua relevância estratégica para o desenvolvimento regional, para a democratização da Educação Superior e para o fortalecimento dos direitos dos povos do Campo no estado da Paraíba.

Sumé/PB, 26 de maio de 2026.

Jeffeson Figueiredo Menezes – Presidente da Câmara
Ver. Juan Victor Gomes de Sá Pires Pereira
Ver. Bruno Stefanio de Sousa Duarte
Verª Jane Isa Soares da Silva Lima
Ver. Damião Rildo da Silva
Ver. Fernando Lima Freitas
Ver. Rivaldo Oliveira Ramos
Ver. José Antonio Fernandes de Oliveira
Ver. Rosildo Alves Monteiro
Ver. Daniel Lêla Araújo
Ver. José de Arimatéia Silva

Assessoria

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Pesquisa técnica do Instituto de Pesquisa (IP) revela que cada R$ 1,00 investido pelo município gerou R$ 15,48 em circulação direta no comércio, serviços e polo têxtil local.

SÃO DOMINGOS DO CARIRI (PB) — O 3º Festival da Costura, realizado nos dias 09, 10 e 11 de outubro de 2026, consolidou-se como o maior indutor econômico e cultural do Cariri paraibano. Levantamento estatístico presencial auditado pelo Instituto de Pesquisa (IP) aponta que o evento movimentou entre R$ 2,4 milhões e R$ 3,1 milhões em injeção direta de recursos na cidade, reunindo um público estimado entre 15 mil e 20 mil visitantes.

Com um investimento público referencial de R$ 180 mil na infraestrutura e atrações, o estudo demonstrou um retorno sobre investimento (ROI) socioeconômico de 1.448%. Na prática, cada R$ 1,00 aplicado pela gestão municipal resultou no retorno direto de R$ 15,48 circulando nos caixas de restaurantes, pousadas, lojas, barracas e confecções da cidade.

Aprovação recorde dos serviços públicos

A pesquisa científica, realizada com 200 entrevistas georreferenciadas via GPS e áudio, destacou índices de satisfação comparáveis aos padrões de grandes centros urbanos:

  • Avaliação Geral: 85% dos entrevistados deram notas 9 ou 10 (Excelente) ao evento, totalizando 99% de aprovação positiva.
  • Segurança Pública: 98,6% de aprovação positiva entre moradores e turistas.
  • Limpeza Urbana e Sanitários: 97,2% de avaliações ótimas e boas.
  • Organização e Shows: Mais de 95% de satisfação popular.
  • Índice de Recomendação: 99,3% dos visitantes afirmaram que recomendam a festa e 97,2% têm presença garantida na próxima edição.

Comércio aquecido e valorização do polo têxtil

O impacto fora do pátio de eventos também foi imediato. Entre os comerciantes locais fixos, 64,5% confirmaram aumento direto nas vendas, e 61,3% realizaram contratações temporárias ou reforço de estoque para atender à demanda.

Nos estandes da feira, 100% dos expositores e costureiros afirmaram que o festival fortalece a identidade econômica de São Domingos do Cariri. Além das vendas diretas, 65,2% dos confeccionistas destacaram o ganho de visibilidade da marca e 43,5% fecharam contatos para encomendas futuras no atacado.

O gasto médio individual do público ficou em R$ 159,25 por pessoa, com destaque para os turistas regionais (R$ 185,29) e comerciantes (R$ 245,16). Os dados comprovam que o Festival da Costura deixou de ser apenas uma festividade tradicional para se firmar como uma política pública de desenvolvimento regional, geração de emprego e renda sustentável.

Com Ascom