A cada uma hora, um trabalhador da construção se acidenta ou adoece na Paraíba

Na construção civil, os riscos fazem parte da rotina diária, mas isso não significa que acidentes e doenças ocupacionais devam ser tratados como algo normal. Em 2025, segundo dados do Ministério da Saúde, Aa cada uma hora, um trabalhador da construção se acidenta ou adoece em consequência das condições de trabalho, revelando uma realidade preocupante que afeta milhares de famílias.

Ao todo, informam as estatísticas do Ministério da Saúde, foram 8.829 casos registrados de acidentes ou adoecimentos durante o ano passado.

Quedas de altura, excesso de peso, exposição ao calor, poeira e ruídos intensos costumam estar entre os principais fatores que comprometem a saúde e a segurança desses profissionais nesse tipo de situação.

O último caso de repercussão aconteceu na manhã desta segunda-feira (25), quando um trabalhador de uma obra no bairro de Paratibe, em João Pessoa, ficou ferido após cair em um fosso de elevador.

Em entrevista, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de João Pessoa, Francisco Demontier, atribuiu o aumento no número de acidentes à jornada de trabalho “excessiva” e a pressão para categoria cumprir metas.

“Esse alto índice de adoecimento na construção civil, inclusive adoecimento mental, e acidentes que vêm ocorrendo nas últimas semanas, isso são consequências da alta jornada de trabalho, que já é uma jornada degradante, e da pressão por metas. E, muitas vezes, essa questão das metas, das produtividades, ela atribui muito, contribui muito para os acidentes que vêm ocorrendo hoje no setor da construção”, analisou o sindicalista.

O outro lado

A reportagem entrou com o Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP) para a entidade comentar os números.

No entanto, até a publicação desta matéria, a reportagem não obteve retorno do Sinduscon-JP.

Com MaisPB

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Pesquisa técnica do Instituto de Pesquisa (IP) revela que cada R$ 1,00 investido pelo município gerou R$ 15,48 em circulação direta no comércio, serviços e polo têxtil local.

SÃO DOMINGOS DO CARIRI (PB) — O 3º Festival da Costura, realizado nos dias 09, 10 e 11 de outubro de 2026, consolidou-se como o maior indutor econômico e cultural do Cariri paraibano. Levantamento estatístico presencial auditado pelo Instituto de Pesquisa (IP) aponta que o evento movimentou entre R$ 2,4 milhões e R$ 3,1 milhões em injeção direta de recursos na cidade, reunindo um público estimado entre 15 mil e 20 mil visitantes.

Com um investimento público referencial de R$ 180 mil na infraestrutura e atrações, o estudo demonstrou um retorno sobre investimento (ROI) socioeconômico de 1.448%. Na prática, cada R$ 1,00 aplicado pela gestão municipal resultou no retorno direto de R$ 15,48 circulando nos caixas de restaurantes, pousadas, lojas, barracas e confecções da cidade.

Aprovação recorde dos serviços públicos

A pesquisa científica, realizada com 200 entrevistas georreferenciadas via GPS e áudio, destacou índices de satisfação comparáveis aos padrões de grandes centros urbanos:

  • Avaliação Geral: 85% dos entrevistados deram notas 9 ou 10 (Excelente) ao evento, totalizando 99% de aprovação positiva.
  • Segurança Pública: 98,6% de aprovação positiva entre moradores e turistas.
  • Limpeza Urbana e Sanitários: 97,2% de avaliações ótimas e boas.
  • Organização e Shows: Mais de 95% de satisfação popular.
  • Índice de Recomendação: 99,3% dos visitantes afirmaram que recomendam a festa e 97,2% têm presença garantida na próxima edição.

Comércio aquecido e valorização do polo têxtil

O impacto fora do pátio de eventos também foi imediato. Entre os comerciantes locais fixos, 64,5% confirmaram aumento direto nas vendas, e 61,3% realizaram contratações temporárias ou reforço de estoque para atender à demanda.

Nos estandes da feira, 100% dos expositores e costureiros afirmaram que o festival fortalece a identidade econômica de São Domingos do Cariri. Além das vendas diretas, 65,2% dos confeccionistas destacaram o ganho de visibilidade da marca e 43,5% fecharam contatos para encomendas futuras no atacado.

O gasto médio individual do público ficou em R$ 159,25 por pessoa, com destaque para os turistas regionais (R$ 185,29) e comerciantes (R$ 245,16). Os dados comprovam que o Festival da Costura deixou de ser apenas uma festividade tradicional para se firmar como uma política pública de desenvolvimento regional, geração de emprego e renda sustentável.

Com Ascom