Bolsonaro entra com revisão criminal no STF para anular condenação

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (8), no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de revisão criminal para anular a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista.

De acordo com os advogados, a condenação deve ser revista porque houve “erro judiciário”.

“O que esta revisão criminal demonstrou, assim, foi um quadro de erro judiciário em sua acepção mais grave, precisamente aquela que legitima a atuação rescindente desta Suprema Corte”, afirmaram os advogados.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Conforme determina o regimento interno do Supremo, a revisão criminal deverá ser julgada pela Segunda Turma, composta por André Mendonça e Nunes Marques, ambos indicados por Bolsonaro, além de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

Durante o julgamento de Bolsonaro, Fux mudou para a Segunda Turma após votar pela absolvição do ex-presidente. 

Recurso

No recurso, a defesa contestou a tramitação do processo que condenou Bolsonaro. Para os advogados, por estar na condição de ex-presidente, Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário da Corte, e não pela Primeira Turma.

Os advogados também afirmaram que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid não foi voluntária e deve ser anulada. A falta de acesso integral às provas da investigação também foi suscitada.

No mérito, a defesa afirma que não foram indicadas provas da participação de Bolsonaro nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e na liderança de um plano para planejar um golpe de Estado.  

“É incontroverso nos autos que não há nenhuma ordem ou orientação do ex-presidente em relação ao 8 de janeiro”, afirmaram os advogados.

Bolsonaro foi condenado por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar por razões de saúde.

Com André Richter – Repórter da Agência Brasil

Edição: Fernando Fraga

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O deputado federal e candidato à reeleição, Romero Rodrigues (Podemos), declarou apoio à candidatura de Nabor Wanderley (Republicanos) para o Senado Federal. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (27), em Campina Grande, e o parlamentar afirmou ter tido ‘permissão’ de Cícero Lucena (MDB) e Diogo Cunha Lima (PSD).

“O segundo voto, do Senado Federal, e nesse caso específico, eu vou pedir para Nabor Wanderley, que tem ajudado, que tem estabelecido, através de Hugo, do seu filho, inúmeras parcerias com os municípios paraibanos, pode ajudar muito a nossa cidade, pode ajudar muito vários municípios do estado da Paraíba”, disse o deputado.

Romero ainda afirmou que o segundo voto ter sido destinado a Nabor se deu pelas ‘inúmeras parcerias com os municípios paraibanos’ que poderão através do filho de Nabor, Hugo Motta (Republicanos), e que também poderão ser feitas caso ele seja eleito.

De Olho no Cariri

Com MaisPB