Bolsa Família: pagamentos vão ser antecipados para vítimas de fortes chuvas na Paraíba

Medida vai servir para pessoas de estados e cidades que tiveram a situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal.

O calendário de pagamentos do Bolsa Família vai ser antecipado para pessoas que foram atingidas pelas fortes chuvas na Paraíba e em outros estados afetados. A informação foi confirmada pelo Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social.

De acordo com o ministério, a antecipação terá início partir do dia 18 de maio e vai consistir na possibilidade das famílias já no primeiro dia do calendário de repasses poderem receber, sem a necessidade de seguir o escalonamento conforme o Número de Identificação Social (NIS).

O intuito da medida é amenizar as dificuldades enfrentadas pelas famílias beneficiárias que vivem em localidades afetadas. Além disso, nos municípios com reconhecimento de calamidade, também poderá ser realizada a antecipação de uma parcela do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Na Paraíba, há apenas cidades reconhecidas como estando em situação de emergência. Ao todo 31 municípios foram reconhecidos como estando com problemas por causa das chuvas. Veja a lista de todos mais abaixo.

Desalojados e desabrigados na Paraíba

As fortes chuvas que atingiram a Paraíba deixaram 2.774 pessoas desalojadas e 241 desabrigadas, segundo um relatório situacional divulgado pelo Governo da Paraíba. Mais de 37,4 mil pessoas foram afetadas no geral.

O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba informou que já realizou 478 atendimentos acumulados, com 349 pessoas resgatadas diretamente de áreas de risco. A operação de socorro mobilizou 1.489 bombeiros, 386 viaturas, 102 embarcações, uma aeronave e cinco drones.

Com as situações de emergências reconhecidas em 30 municípios, órgãos e entidades da Administração Pública do Estado podem tomar várias medidas emergenciais, como abertura de crédito extraordinário e concessão de auxílio financeiro emergencial às famílias diretamente atingidas pelas chuvas.

Os municípios reconhecidos em situação de emergência pelo Governo Federal são:

  1. Alagoa Grande
  2. Alhandra
  3. Areia
  4. Bayeux
  5. Caaporã
  6. Cruz do Espírito Santo
  7. Gurinhém
  8. Ingá
  9. Itabaiana
  10. Itatuba
  11. João Pessoa
  12. Juripiranga
  13. Lagoa Seca
  14. Massaranduba
  15. Mogeiro
  16. Mulungu
  17. Natuba
  18. Pedras de Fogo
  19. Pilar
  20. Pilões
  21. Pitimbu
  22. Riachão do Bacamarte
  23. Rio Tinto
  24. Salgado de São Félix
  25. São José dos Ramos
  26. São Sebastião de Lagoa de Roça
  27. Sapé
  28. Serra Redonda
  29. Serraria
  30. Santa Rita

Com Jornal da Paraíba

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A paraibana Mônica Maria da Silva, de 36 anos, foi localizada pela polícia espanhola após 51 dias sem contato com a família. Segundo os familiares, ela perdeu o contato com parentes em 4 de julho e foi localizada pelas autoridades espanholas na segunda-feira (24). A confirmação de que Mônica havia sido encontrada foi recebida pela irmã, Cristina Silva, nesta quinta-feira (27). 

De acordo com um comunicado enviado à família, Mônica informou às autoridades que está bem e que não deseja que o local onde está seja informado aos parentes. 

irmã dela, Cristina Silva, afirma, porém, que ainda tem dúvidas sobre as circunstâncias em que Mônica foi encontrada. Segundo Cristina, tanto a polícia espanhola quanto o Consulado-Geral do Brasil em Barcelona informaram que a paraibana não queria ser localizada pela família. 

“Esse negócio começou a ficar muito estranho, muitas pessoas querendo ocultar muitas informações e muitas coisas. E hoje eu temo por mim, sabe? Então, eu realmente deixei de mão. É algo que eu não posso controlar”, afirmou Cristina.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, “tem conhecimento do caso e presta a assistência consular devida”

Família questiona decisão de Mônica não manter contato

Cristina diz não concordar com a decisão atribuída à irmã e afirma que tentou obter mais informações sobre o estado de Mônica. 

Segundo ela, a família chegou a pedir auxílio para conseguir uma prova de vida, mas não conseguiu. 

“O consulado e a polícia de lá me informou que ela não queria ser encontrada, que disse que não queria. A gente discorda disso, pediu até um advogado para isso, mas não conseguimos. Infelizmente a gente se sente impotente e não tem o que fazer, porque a gente não é a polícia, a gente não é uma autoridade”, disse.

A irmã também afirma que gostaria de ter acesso a registros que pudessem confirmar as condições em que Mônica foi localizada. 

“Por mais que eles digam que é uma coisa certa, que nenhum policial vai mentir, a gente quer ver”, afirmou.

Desaparecimento e relatos de possíveis agressões

Paraibana pediu para que cliente guardasse as provas das agressões sofridas — Foto: Arquivo Pessoal/Cristina Silva

Paraibana pediu para que cliente guardasse as provas das agressões sofridas — Foto: Arquivo Pessoal/Cristina Silva 

Mônica tem 36 anos, é cabeleireira e tem uma filha de seis anos, que mora em Pedras de Fogo, na Paraíba, com a irmã dela, Cristina. 

De acordo com Cristina, o último contato com Mônica aconteceu no dia 4 de julho, por chamada de vídeo. Após alguns dias sem notícias, a família passou a procurar amigas da paraibana que vivem na Espanha. 

Segundo a irmã de Mônica, ela teria ido para a Espanha pela primeira vez em 2021. Depois de passar um período no Brasil, retornou ao país europeu em 2024. Em outubro daquele ano, segundo a irmã, ela esteve novamente no Brasil, acompanhada da filha, que tinha quatro anos na época. A criança ficou com a avó, e Mônica retornou à Espanha. 

A família conseguiu identificar o endereço onde Mônica mora, próximo à estação de metrô Can Cuiàs, na região de Ciutat Barcelona, perto de Santa Coloma de Gramenet. 

Durante as tentativas de localizar Mônica, uma cliente da cabeleireira entrou em contato com a família. Segundo Cristina, a mulher afirmou ter conversado com Mônica e enviou fotos, vídeos e mensagens que havia recebido dela. 

De acordo com a irmã, em uma das mensagens, enviada em abril, Mônica teria pedido à cliente que guardasse o material porque temia ficar sem o celular. A família não soube informar o motivo pelo qual Mônica teria manifestado esse receio. 

Cristina afirma que, em algumas das imagens, Mônica aparece ao lado de um homem que não era conhecido pela família e que seria um possível namorado. A irmã também relata ter recebido fotos nas quais Mônica aparece com as unhas machucadas ou arrancadas, além de informações de que ela teria sido agredida pelo homem. 

Não há, até o momento, confirmação das autoridades espanholas sobre essas acusações.

Pertences continuam na casa de ex-namorado, diz irmã

Outro ponto que causa preocupação à família é o fato de, segundo Cristina, documentos, roupas e medicamentos de Mônica permanecerem na residência do ex-companheiro. 

“Ele está com as medicações dela, está com o passaporte dela. Ele me enviou foto com as roupas dela, tudo está lá. E onde essa mulher foi parar só com a roupa do corpo?”, questionou.

Cristina afirma que, diante dessas circunstâncias, não consegue considerar encerradas as dúvidas sobre o paradeiro e as condições da irmã. 

Apesar de a localização de Mônica ter sido confirmada pelas autoridades espanholas, Cristina afirma que não se sente capaz de continuar tentando obter novas informações. A irmã disse que decidiu interromper as buscas por conta própria. 

“Eu não tenho nem força mais para estar atrás de algo que está muito estranho”, declarou.

Ocorrência foi registrada em Barcelona

Depois de conversar com Cristina, Viviane orientou a família sobre a necessidade de comunicar o desaparecimento às autoridades espanholas. Como não havia ninguém da família em Barcelona para fazer o procedimento, ela decidiu ir pessoalmente até uma delegacia. 

“Eu falei: ‘Cristina, o que tem que ser feito é que alguém tem que ir na polícia aqui em Barcelona e abrir o boletim de ocorrência para a polícia começar a investigar’”, disse.

Viviane ficou cerca de três horas na delegacia, aguardando atendimento. Segundo ela, durante o procedimento, os policiais verificaram o sistema e informaram que não havia registro relacionado ao desaparecimento de Mônica. “Realmente não tinha. A polícia não tinha conhecimento nenhum”, afirmou. 

Ela entregou aos policiais o contato de Cristina e as informações que tinha sobre Mônica. Viviane também se colocou à disposição para ajudar com traduções ou acompanhar a família em eventuais procedimentos.

De Olho no Cariri

Com G1 Paraíba