Ecoa Cariri: a coquetelaria que transforma sabores da caatinga em experiência de turismo gastronômico na Paraíba

O turismo contemporâneo não se resume mais a contemplar paisagens; ele é, acima de tudo, uma busca por experiências sensoriais que contem uma história. No interior da Paraíba, o empreendedorismo feminino de Day Rodrigues e Fê Nascimento dá voz a essa tendência por meio da Ecoa Cariri, uma iniciativa itinerante que transforma a riqueza biológica do semiárido em drinks autorais cheios de significado.

A empresa, de São Domingos do Cariri, nasceu da vontade de ecoar a energia do território, unindo o conceito de reverberação do nome Ecoa com a força da ancestralidade indígena e da terra presente no termo Cariri. O símbolo escolhido para essa jornada é a Coroa de Frade, um cacto que representa resistência, proteção, pertencimento e a capacidade de florescer mesmo nos cenários mais desafiadores da caatinga.

A Ecoa Cariri é um exemplo de como a coquetelaria pode se integrar ao turismo criativo e gastronômico, oferecendo uma verdadeira alquimia com DNA local. Além disso, a formação das empreendedoras como guias de turismo imprime ainda mais autenticidade ao projeto, permitindo que cada drink carregue a essência dos lugares, suas histórias e saberes. Em vez de apostar no convencional, elas constroem uma rede de colaboração que valoriza o pequeno produtor e a agricultura familiar.

O limão galego e a acerola vêm dos quintais dos vizinhos, que avisam quando os frutos estão no ponto para não se perderem no pé; já a pitaia, com sua cor vibrante, chega pelas mãos de produtores da Barra de São Miguel. Essa curadoria cuidadosa se traduz em um cardápio que proporciona uma verdadeira imersão. O grande protagonista é o umbu, que ganha uma releitura ao estilo Moscow Mule, em que a acidez da fruta substitui o limão tradicional e se harmoniza com uma espuma de gengibre artesanal.

Outro destaque é o drink Estrela do Cariri, que utiliza a palma do mandacaru transformada em doce e moldada em formato de estrela, criando uma experiência visual e gustativa única. Nada ali é industrial. Dos xaropes de gengibre e canela ao encorpado Capa Jegue, vinho tinto com especiarias, tudo é produzido com o objetivo de elevar a simples caipirinha ao status de alta coquetelaria regional.

As empreendedoras vêm participando de diversos eventos, ampliando cada vez mais sua presença. Um dos principais é a tradicional Festa do Bode Rei, que acontece em Cabaceiras, entre os dias 6 e 8 de junho. A Ecoa Cariri marcará presença com sua bancada de paletes e muita irreverência, criando o cenário perfeito para provar drinks que unem a refrescância do umbu com a força do mandacaru.

Como destaca Day Rodrigues, os turistas buscam exatamente essa conexão real com o que é autêntico da região.“Os turistas querem experimentar o que é daqui. Drink muita gente faz, mas mostramos outras experiências e sabores”, afirma Day Rodrigues. A Ecoa Cariri aposta na valorização dos ingredientes e das narrativas do semiárido como forma de proporcionar uma experiência que vai além do consumo, conectando público, território e cultura local.

Para os próximos passos, a iniciativa pretende ampliar sua atuação em eventos de maior porte e fortalecer sua identidade no segmento de turismo gastronômico. Entre os planos estão a expansão da estrutura física da bancada e o aprofundamento do cardápio autoral, com a incorporação de novos elementos da flora regional.

Além da presença nos eventos, a Ecoa Cariri também fortalece sua conexão com o público por meio das redes sociais, especialmente no Instagram @ecoacariri, onde compartilha bastidores da produção, histórias dos ingredientes e a participação em festivais pelo interior da Paraíba.

De Olho no Cariri

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Um dos suspeitos de envolvimento no assassinato do empresário monteirense Fabiano Guerra Mendes Falcão foi preso preventivamente nesta quinta-feira (27), no estado do Pará.

O homem foi identificado como Evandro Francisco de Souza, conhecido como “Vandinho”. De acordo com as investigações, ele é apontado como um dos suspeitos de participação no crime. Um segundo investigado, conhecido como “Edinho”, permanece foragido e é procurado pelas autoridades.

Fabiano Guerra foi assassinado no dia 14 de agosto, na região do Garimpinho, no sul do Pará. Desde então, a Polícia Civil trabalha para esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar a participação de cada um dos envolvidos.

A possível motivação do crime também é investigada. Uma das linhas de apuração considera que o assassinato possa ter sido antecedido por uma discussão relacionada à suposta prática de caça ilegal dentro da propriedade da vítima.

Com a prisão preventiva de Vandinho, as investigações seguem em andamento. A Polícia Civil busca esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e localizar o segundo suspeito.

O caso segue sob investigação, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades à medida que as diligências avançarem.

De Olho no Cariri

Com Rádio Cidade Sumé