RC define como ‘politicagem’ vídeo divulgado por médico no Hospital de Trauma de JP

pagePoliticagem: dessa maneira se posicionou o governador Ricardo Coutinho (PSB) ao ser interpelado durante o seu programa de rádio sobre um vídeo postado nas redes sociais por um ortopedista que presta serviços no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa que interrompeu uma cirurgia, nessa sexta-feira (23), para denunciar uma falha em um dos equipamentos usados durante o procedimento.

De maneira enfática, Coutinho lamentou o episódio e disse que o médico ultrapassou todos os limites da profissão e disse que o Governo está apurando o ato delituoso:

“Eu lamento profundamente que este tipo de coisa já esteja acontecendo, todas as vezes que se aproxima uma eleição, observe que isso começa a acontecer, sendo que tudo no mundo tem seu limite, as pessoas não são bobas!”, disparou.

Segundo Ricardo, o paciente foi exposto de uma maneira inaceitável “Isso tudo ocorreu sem aceitação dele (paciente) e o pior, ele se esqueceu de dizer que a cirurgia terminou no tempo normal, que o paciente já teve alta no domingo e que naquele dia foram realizadas dezessete cirurgias: doze eletivas e cinco emergenciais, se a bateria caiu recarrega e volta a usar e digo à população que não vão atingir o Hospital e se errar eu tomo as providencias e não aceito disputas políticas nos Hospitais públicos”, explicou.

Para o governador o Hospital de Traumas de João Pessoa está funcionando a pleno vapor e atendendo a população com equipamentos de primeiro mundo.

“No Hospital de Trauma nós temos onze perfuradores de marca Traeni e cinco da marca Straikers, que são as melhores do mundo, cada um está em torno de US25 mil, temos num total de dezesseis, mais do que dois por sala de cirurgia e o Hospital está coberto em relação a isso, tínhamos em 2010 trezentos e trinta cirurgias por mês e hoje temos mil e quinhentas, cinco vezes mais, a quantidade de cirurgias é impressionante”, pontuou.

“Fiquei estarrecido quando vi postagens da diretora do Trauminha que pertence ao município, fazer uma disputa política, aí eu percebi que era mais uma disputa política e não posso aceitar de forma alguma”, lamentou lembrando que foi ele quem construiu o Trauminha de João Pessoa há época que governou a Capital.

Por fim, Ricardo defendeu uma apuração rigorosa para o episódio: ”Quem fez isso deve responder a procedimento ético seja Conselho Regional de Medicina (CRM) seja no Conselho Federal, se não quiserem apurar aqui se apura lá em cima, não posso aceitar que coisas desse tipo em função da proximidade da eleição aconteçam”, disparou.

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A três dias do segundo turno das eleições, termina nesta quinta-feira (22) o prazo para que candidatos façam comícios e atividades de campanha. Também é o último dia para a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet.

De hoje até 24 horas depois do fim do pleito, ficam vedadas a publicação e a republicação de novos conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, que use imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas.

Até o próximo sábado (24), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda poderá divulgar comunicados, boletins e instruções ao eleitorado, em até dez minutos diários requisitados às emissoras de rádio e de televisão. Parte desse tempo pode ser cedido aos tribunais regionais eleitorais.

No próximo domingo (25), os brasileiros deverão ir às urnas das 8h às 17h, para eleger o próximo presidente da República.

Eleitores do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins definem ainda o próximo governador ou governadora. Nesses locais, a ordem de votação na urna é: governador e depois presidente.

Além disso, seis cidades brasileiras terão eleições suplementares para prefeito. Nesses municípios, os eleitores votam primeiro em presidente, depois em prefeito.

O TSE recomenda consultar previamente o local de votação no site do tribunal ou no aplicativo e-Título, e que os eleitores levem uma colinha com o número dos candidatos, anotados em papel. É proibido entrar com celular na cabine de votação.

Com Agência Brasil