Padre caririzeiro acusado de intolerância religiosa fecha acordo com o MPF para não responder criminalmente

O padre Danilo César, natural de Monteiro, no Cariri da Paraíba, denunciado por intolerância religiosa após declarações feitas durante uma missa transmitida online pela paróquia de Areial, firmou acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para não responder criminalmente pela conduta. O acordo foi homologado pela Justiça Federal.

Conforme o documento, o religioso assinou termo de confissão relacionado à prática de intolerância religiosa. Caso descumpra as condições estabelecidas, a confissão poderá ser utilizada como prova em eventual reabertura de ação penal.

A decisão faz parte de um instrumento de não persecução penal, que prevê o cumprimento de uma série de medidas educativas e reparatórias. Entre elas estão a realização de 60 horas de cursos sobre intolerância religiosa, produção de resenhas manuscritas de livros e documentário sobre religiões afro-brasileiras, além do pagamento de prestação pecuniária no valor de R$ 4.863,00 destinada a uma associação de apoio a comunidades afrodescendentes.

O acordo também determina a participação do padre em um ato inter-religioso, com representantes da Igreja Católica e de religiões de matrizes africanas, em João Pessoa, com convite a familiares da cantora Preta Gil.

O caso foi acompanhado também pelo Ministério Público da Paraíba e pela Polícia Civil. Em novembro, ao concluir o inquérito, a polícia não indiciou o padre por entender que a conduta não se enquadrava na tipificação penal naquele momento.

A Diocese de Campina Grande foi procurada para comentar o caso, mas não havia se manifestado até a última atualização.

As declarações ocorreram durante homilia realizada em missa na cidade de Areial, no Agreste paraibano, com transmissão pela internet. As falas geraram repercussão e foram alvo de denúncia por parte de entidade representativa de religiões de matriz afro-indígena da região.

Pontos do acordo firmado com o MPF

  • Leitura e produção de resenhas manuscritas das obras A Justiça e a Mulher Negra (Lívia Santana) e Cultos Afro-Paraibanos (Valdir Lima);
  • Produção de resenha manuscrita do documentário Obatalá, o Pai da Criação;
  • Cumprimento de 60 horas de cursos sobre intolerância religiosa, com certificação;
  • Entrega das três resenhas e de pelo menos 20 horas certificadas até o fim de junho;
  • Pagamento de R$ 4.863,00 à Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afrodescendentes (AACADE);
  • Participação obrigatória em ato inter-religioso com diferentes lideranças religiosas e familiares de Preta Gil.

O caso segue encerrado na esfera penal, condicionado ao cumprimento integral das medidas estabelecidas no acordo.

Com Jornal da Paraíba

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A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta sexta-feira mais uma Feira de Saúde na zona rural. A ação aconteceu na Unidade Âncora de Saúde da comunidade Riacho da Roça e reuniu moradores da localidade e de comunidades vizinhas.

Ao todo, 153 atendimentos foram realizados durante a programação, que concentrou diferentes serviços de saúde em um único local. Os moradores tiveram acesso a consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico por meio da unidade móvel, vacinação, marcação de consultas, emissão e atualização do Cartão SUS, coleta para exames laboratoriais, fisioterapia e regulação de exames.

A Farmácia também esteve presente durante a ação. Com isso, os pacientes que receberam prescrição e tinham o medicamento disponível puderam sair do atendimento já com o remédio em mãos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Niedja Rodrigues, a Feira de Saúde permite levar para as comunidades serviços que normalmente exigiriam o deslocamento dos moradores para a cidade.

“Na feira de hoje, fizemos questão de trazer mais serviços. Tivemos dois médicos, laboratório, farmácia, fisioterapia e regulação de exames, para que o usuário possa sair daqui com o exame regulado e, quando necessário, com o medicamento em mãos”, explicou.

A Unidade Âncora do Riacho da Roça já funciona regularmente a cada 15 dias, com atendimento médico, de enfermagem e odontológico, além da atuação de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Nesta sexta-feira, a estrutura foi ampliada com a presença de outros profissionais e serviços.

O atendimento odontológico também terá continuidade. A unidade móvel permanecerá na região por mais uma semana, permitindo que outros moradores tenham acesso ao serviço.

O prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço, acompanhou a programação e destacou a importância de levar os atendimentos para mais perto das comunidades rurais.

“A gente sabe da dificuldade de quem mora na zona rural para se deslocar em busca de atendimento. Por isso, é importante trazer os serviços para perto dessas pessoas e garantir que elas tenham acesso ao atendimento de que precisam”, afirmou.

Além dos serviços de saúde, 30 crianças receberam kits escolares por meio do programa Criança na Escola.

A Feira de Saúde já passou pelo Assentamento Mandacaru e pelo Sítio Santo Agostinho. A próxima edição está programada para o dia 11 de setembro, na comunidade do Sítio Jurema.

Também acompanharam a ação o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, Vicente Lourenço, e o vereador Damião Rildo.

De Olho no Cariri

Ascom – Prefeitura de Sumé