CNH na Paraíba: veja o que mudou e quais são as exigências para tirar a primeira habilitação

Com o fim da obrigatoriedade da prova de baliza no teste prático e outras atualizações no processo, os candidatos que pretendem obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na Paraíba têm enfrentado dúvidas sobre como funciona o procedimento atualmente.

As mudanças seguem diretrizes nacionais e foram detalhadas pelo Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB), que publicou orientações sobre cada etapa da primeira CNH.

De acordo com o Detran-PB, o processo para obtenção da primeira habilitação segue uma ordem específica e deve ser cumprido integralmente pelo candidato.

A jornada começa com o curso teórico, seguido pela emissão do certificado e pelo pagamento das taxas correspondentes ao serviço.

Após essa etapa, é criado o cadastro no Registro Nacional de Condutores Habilitados (RENACH), número que acompanha toda a vida do condutor, reunindo informações como habilitação, renovações, mudança de categoria, multas e pontuações.

Na sequência, o candidato realiza a coleta de foto e biometria, passa pelos exames de aptidão física e mental e pela avaliação psicológica, conhecida como psicotécnico.

Somente após ser considerado apto nessas etapas é possível realizar o exame teórico. A fase final envolve o curso prático de direção veicular e o exame prático.

Apesar das mudanças recentes, o exame teórico permanece obrigatório para quem busca a primeira CNH. O candidato só pode realizá-lo após concluir o curso teórico e ser aprovado nos exames médicos e psicológicos.

O psicotécnico também segue como etapa obrigatória do processo, avaliando se o candidato possui condições psicológicas adequadas para conduzir um veículo.

Segundo o Detran-PB, não é necessário reiniciar o processo para quem já havia dado entrada na primeira habilitação antes das alterações.

Por meio do aplicativo CNH do Brasil, o candidato pode acessar todo o histórico do processo, incluindo as etapas já concluídas e aquelas que ainda precisam ser realizadas.

O curso prático de direção veicular continua sendo exigido. No entanto, uma das mudanças permite que candidatos que antes eram obrigados a realizar as aulas em autoescolas possam migrar para instrutores autônomos, desde que credenciados pelo Detran-PB.

A busca por esses profissionais pode ser feita pelo aplicativo CNH do Brasil, que disponibiliza uma lista organizada por cidade e bairro.

A principal mudança está relacionada à manobra de baliza, que deixou de ser obrigatória. Segundo o Detran-PB, a avaliação deixa de focar em uma manobra específica, realizada em ambiente controlado, e passa a observar o comportamento do candidato em situação real de tráfego.

Apesar disso, o estacionamento permanece como parte da prova prática. Ao final do percurso, o candidato deve estacionar o veículo e realizar o desembarque de forma segura, conforme a legislação de trânsito.

Outra novidade é a possibilidade de realizar a prova com veículo automático, desde que o carro esteja em conformidade com as regras de circulação e equipado com todos os itens obrigatórios.

A forma de avaliação também mudou. Antes, a reprovação podia ocorrer por faltas eliminatórias automáticas, mesmo quando não configuravam infrações de trânsito. Agora, o exame considera exclusivamente as infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

As infrações cometidas durante o percurso geram pontuação, com pesos diferentes conforme a gravidade: leve, média, grave ou gravíssima. O candidato pode somar até 10 pontos. Caso ultrapasse esse limite, é considerado inapto.

Em caso de reprovação, o candidato tem direito a uma nova tentativa sem custo adicional. A partir da terceira tentativa, os retestes passam a ser pagos.

Segundo o Detran, as mudanças têm como objetivo tornar o processo de habilitação mais alinhado à realidade do trânsito, priorizando a segurança viária e a capacidade do futuro condutor de lidar com situações cotidianas nas vias.

Atualmente, para dar início ao processo da primeira CNH, o candidato precisa arcar com três custos obrigatórios:

  • R$ 80 – exame psicológico (psicotécnico);
  • R$ 80 – exame de aptidão física e mental (exame de vista);
  • R$ 371,49 – boleto inicial do Detran-PB, necessário para abertura do processo.

Com isso, o valor total obrigatório para iniciar a habilitação é de R$ 531,49, sem incluir as aulas práticas de direção, que são contratadas à parte.

Segundo o Detran-PB, as provas teórica e prática não são cobradas. O pagamento só ocorre em caso de reteste, quando o candidato é reprovado.

De Olho no Cariri

Com G1 Paraíba

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A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta sexta-feira mais uma Feira de Saúde na zona rural. A ação aconteceu na Unidade Âncora de Saúde da comunidade Riacho da Roça e reuniu moradores da localidade e de comunidades vizinhas.

Ao todo, 153 atendimentos foram realizados durante a programação, que concentrou diferentes serviços de saúde em um único local. Os moradores tiveram acesso a consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico por meio da unidade móvel, vacinação, marcação de consultas, emissão e atualização do Cartão SUS, coleta para exames laboratoriais, fisioterapia e regulação de exames.

A Farmácia também esteve presente durante a ação. Com isso, os pacientes que receberam prescrição e tinham o medicamento disponível puderam sair do atendimento já com o remédio em mãos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Niedja Rodrigues, a Feira de Saúde permite levar para as comunidades serviços que normalmente exigiriam o deslocamento dos moradores para a cidade.

“Na feira de hoje, fizemos questão de trazer mais serviços. Tivemos dois médicos, laboratório, farmácia, fisioterapia e regulação de exames, para que o usuário possa sair daqui com o exame regulado e, quando necessário, com o medicamento em mãos”, explicou.

A Unidade Âncora do Riacho da Roça já funciona regularmente a cada 15 dias, com atendimento médico, de enfermagem e odontológico, além da atuação de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Nesta sexta-feira, a estrutura foi ampliada com a presença de outros profissionais e serviços.

O atendimento odontológico também terá continuidade. A unidade móvel permanecerá na região por mais uma semana, permitindo que outros moradores tenham acesso ao serviço.

O prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço, acompanhou a programação e destacou a importância de levar os atendimentos para mais perto das comunidades rurais.

“A gente sabe da dificuldade de quem mora na zona rural para se deslocar em busca de atendimento. Por isso, é importante trazer os serviços para perto dessas pessoas e garantir que elas tenham acesso ao atendimento de que precisam”, afirmou.

Além dos serviços de saúde, 30 crianças receberam kits escolares por meio do programa Criança na Escola.

A Feira de Saúde já passou pelo Assentamento Mandacaru e pelo Sítio Santo Agostinho. A próxima edição está programada para o dia 11 de setembro, na comunidade do Sítio Jurema.

Também acompanharam a ação o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, Vicente Lourenço, e o vereador Damião Rildo.

De Olho no Cariri

Ascom – Prefeitura de Sumé