A Polícia Civil da Paraíba e do Paraná deflagraram, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Pulçar contra o tráfico de drogas em João Pessoa, Campina Grande e no Paraná, com pelo menos seis pessoas presas ou conduzidas, até a publicação desta matéria. A investigação aponta que uma organização criminosa usava uma empresa de venda de camarão como fachada para comercializar entorpecentes por delivery. A ação mobilizou cerca de 100 policiais.
Inicialmente, os investigadores identificaram que o grupo operava a partir de uma empresa de camarão fictícia. Nesse esquema, o pedido de “camarão” funcionava como senha para a entrega das drogas.
Além disso, a apuração revelou que a empresa de fachada já havia movimentado aproximadamente R$ 15 milhões, valor que a operação buscou descapitalizar para enfraquecer a organização criminosa.
Como funcionava o esquema
O grupo utilizava a empresa de venda de camarão como disfarce logístico e financeiro. O nome da operação, Pulçar, faz referência a uma armadilha de camarão, em alusão ao método de ocultação do tráfico.
As drogas eram vendidas por delivery, com entregas coordenadas mediante o uso de códigos. Dessa forma, a negociação parecia uma simples transação comercial de frutos do mar.
Prisões e logística da operação
Até o momento, seis pessoas foram presas ou conduzidas, entre elas dois homens e duas mulheres. Uma das mulheres chegou à delegacia acompanhada de uma criança de colo.
Para cumprir os mandados, a polícia empregou cerca de 100 agentes.












