Governo fará pesquisa nacional sobre impacto da restrição de celulares nas escolas

O Governo do Brasil vai realizar, no primeiro semestre de 2026, uma pesquisa nacional para avaliar os efeitos da restrição do uso de celulares nas escolas da educação básica. O levantamento será conduzido pelo MEC (Ministério da Educação) e analisará a aplicação da Lei nº 15.100/2025, que completa um ano de vigência nesta terça-feira (13).

Segundo o MEC, o objetivo é compreender como a norma vem sendo implementada nas redes de ensino e quais impactos iniciais tem produzido no cotidiano escolar, especialmente em relação à aprendizagem, à convivência entre estudantes e ao uso pedagógico das tecnologias.

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que os primeiros resultados observados indicam efeitos positivos da medida. De acordo com ele, a restrição tem contribuído para maior atenção dos alunos e para o aumento da interação em sala de aula. O ministro destacou ainda que o Brasil está entre os países com maior tempo médio diário diante de telas, o que, segundo ele, pode gerar prejuízos ao desenvolvimento de crianças e adolescentes, como ansiedade e déficit de atenção.

A Lei nº 15.100/2025 foi aprovada em meio ao debate sobre os efeitos do uso excessivo de celulares no ambiente escolar. Dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2022 indicam que 80% dos estudantes brasileiros afirmaram se distrair ou ter dificuldade de concentração nas aulas de matemática por causa do celular.

Percepções semelhantes apareceram na consulta participativa “O que crianças e adolescentes têm a dizer sobre telas?”, realizada pelo Instituto Alana, em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e o Governo do Reino Unido. Um dos relatos, de um adolescente de 14 anos de Santa Catarina, aponta que o acesso a vídeos e outros conteúdos durante o estudo acaba desviando a atenção e prejudicando a aprendizagem.

A legislação, no entanto, não proíbe totalmente o uso de celulares nas escolas. O texto estabelece restrições de caráter protetivo e permite a utilização dos aparelhos para fins pedagógicos, de acessibilidade, inclusão, necessidades de saúde e garantia de direitos fundamentais. Segundo o MEC, a aplicação da lei está alinhada à Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, que busca incentivar o uso ético, crítico e seguro das tecnologias digitais no ambiente escolar.

Na prática, escolas relatam um período inicial de adaptação. A pesquisa prevista para 2026 deverá sistematizar essas experiências e subsidiar futuras decisões sobre o uso de tecnologias digitais na educação básica em todo o país.

De Olho no Cariri

Com Portal Correio

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A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta sexta-feira mais uma Feira de Saúde na zona rural. A ação aconteceu na Unidade Âncora de Saúde da comunidade Riacho da Roça e reuniu moradores da localidade e de comunidades vizinhas.

Ao todo, 153 atendimentos foram realizados durante a programação, que concentrou diferentes serviços de saúde em um único local. Os moradores tiveram acesso a consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico por meio da unidade móvel, vacinação, marcação de consultas, emissão e atualização do Cartão SUS, coleta para exames laboratoriais, fisioterapia e regulação de exames.

A Farmácia também esteve presente durante a ação. Com isso, os pacientes que receberam prescrição e tinham o medicamento disponível puderam sair do atendimento já com o remédio em mãos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Niedja Rodrigues, a Feira de Saúde permite levar para as comunidades serviços que normalmente exigiriam o deslocamento dos moradores para a cidade.

“Na feira de hoje, fizemos questão de trazer mais serviços. Tivemos dois médicos, laboratório, farmácia, fisioterapia e regulação de exames, para que o usuário possa sair daqui com o exame regulado e, quando necessário, com o medicamento em mãos”, explicou.

A Unidade Âncora do Riacho da Roça já funciona regularmente a cada 15 dias, com atendimento médico, de enfermagem e odontológico, além da atuação de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Nesta sexta-feira, a estrutura foi ampliada com a presença de outros profissionais e serviços.

O atendimento odontológico também terá continuidade. A unidade móvel permanecerá na região por mais uma semana, permitindo que outros moradores tenham acesso ao serviço.

O prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço, acompanhou a programação e destacou a importância de levar os atendimentos para mais perto das comunidades rurais.

“A gente sabe da dificuldade de quem mora na zona rural para se deslocar em busca de atendimento. Por isso, é importante trazer os serviços para perto dessas pessoas e garantir que elas tenham acesso ao atendimento de que precisam”, afirmou.

Além dos serviços de saúde, 30 crianças receberam kits escolares por meio do programa Criança na Escola.

A Feira de Saúde já passou pelo Assentamento Mandacaru e pelo Sítio Santo Agostinho. A próxima edição está programada para o dia 11 de setembro, na comunidade do Sítio Jurema.

Também acompanharam a ação o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, Vicente Lourenço, e o vereador Damião Rildo.

De Olho no Cariri

Ascom – Prefeitura de Sumé