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Trump diz ter cancelado diálogo com Irã e orienta manifestantes a ‘tomarem instituições’

  • De Olho no Cariri
  • 14/01/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 13, que cancelou o diálogo com autoridades do Irã em meio a uma onda de protestos, após ele ter feito sucessivas ameaças de intervir no país — inclusive por meios militares — para “proteger” os manifestantes da repressão que já deixou quase 700 mortos, segundo estimativas de ONGs. O chefe da Casa Branca também pediu que os iranianos “tomem as instituições” nacionais.

“Patriotas iranianos, CONTINUEM A PROTESTAR — TOMEM SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guarde os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um grande preço. Eu cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que essa matança sem sentido de manifestantes ACABE. AJUDA ESTÁ A CAMINHO. MIGA!!!”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social, com as habituais letras maiúsculas.

A sigla “MIGA” faz referência ao seu slogan que promete fazer a América grande novamente, mas mudando uma letra no acrônimo: “Make Iran Great Again”.

Guinada

O comunicado nas redes vem um dia após o Irã dizer que havia aberto negociações com os Estados Unidos, em resposta a declarações do americano indicando que seu governo avaliava respostas à violenta repressão aos protestos no país. Nesta terça-feira, autoridades de segurança nacional dos Estados Unidos devem fazer uma reunião, e a porta-voz da Casa Branca adiantou que ataques aéreos estão entre as “muitas opções” na manga de Trump.

Com o anúncio na Truth Social, o republicano mudou de posição em relação ao domingo 11, quando afirmou que os Estados Unidos poderiam se reunir com autoridades iranianas, ao mesmo tempo em que estavam em contato com a oposição. Ao mesmo tempo, porém, nos últimos dias aumentou a pressão sobre os líderes da República Islâmica, inclusive aludindo a uma possível ação militar em resposta à violência contra os manifestantes.

Cerca de 2.000 morreram no Irã desde 28 de dezembro, quando começou a atual onda de protestos contra o regime, segundo um membro do próprio regime afirmou à agência de notícias Reuters, culpando o que chamou de “terroristas” pela escalada da violência. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, descartou nesta terça que haja quaisquer terroristas nas manifestações e condenou as forças de segurança iranianas pelo “ciclo de violência horrível”.

Força das ruas

A mais recente onda de manifestações representa um dos maiores desafios ao regime teocrático desde a Revolução Islâmica de 1979. Os protestos tomaram as ruas de diversas cidades do país em meio à degradação da economia e o derretimento do rial, a moeda iraniana. Comerciantes no Bazar de Teerã e outros grandes mercados do país, importantes esteios da Revolução Iraniana, voltaram-se contra o regime diante da degradação econômica e inflação.

Desde então, muitos se juntaram aos comerciantes e o caldo de insatisfações exprimido nas ruas aumentou, passando a incluir cantos contra as restrições sociais e políticas impostas pelo regime e pedindo “o fim da ditadura”. Teerã tem acusado Israel e os Estados Unidos de fomentarem os protestos com objetivo de desestabilizar o país. Ao mesmo tempo, tenta aplacar a população reiterando a legitimidade da preocupação com a economia, se diz aberta ao diálogo e convoca manifestações pró-regime para minimizar os atos críticos aos aiatolás.

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A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta sexta-feira mais uma Feira de Saúde na zona rural. A ação aconteceu na Unidade Âncora de Saúde da comunidade Riacho da Roça e reuniu moradores da localidade e de comunidades vizinhas.

Ao todo, 153 atendimentos foram realizados durante a programação, que concentrou diferentes serviços de saúde em um único local. Os moradores tiveram acesso a consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico por meio da unidade móvel, vacinação, marcação de consultas, emissão e atualização do Cartão SUS, coleta para exames laboratoriais, fisioterapia e regulação de exames.

A Farmácia também esteve presente durante a ação. Com isso, os pacientes que receberam prescrição e tinham o medicamento disponível puderam sair do atendimento já com o remédio em mãos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Niedja Rodrigues, a Feira de Saúde permite levar para as comunidades serviços que normalmente exigiriam o deslocamento dos moradores para a cidade.

“Na feira de hoje, fizemos questão de trazer mais serviços. Tivemos dois médicos, laboratório, farmácia, fisioterapia e regulação de exames, para que o usuário possa sair daqui com o exame regulado e, quando necessário, com o medicamento em mãos”, explicou.

A Unidade Âncora do Riacho da Roça já funciona regularmente a cada 15 dias, com atendimento médico, de enfermagem e odontológico, além da atuação de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Nesta sexta-feira, a estrutura foi ampliada com a presença de outros profissionais e serviços.

O atendimento odontológico também terá continuidade. A unidade móvel permanecerá na região por mais uma semana, permitindo que outros moradores tenham acesso ao serviço.

O prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço, acompanhou a programação e destacou a importância de levar os atendimentos para mais perto das comunidades rurais.

“A gente sabe da dificuldade de quem mora na zona rural para se deslocar em busca de atendimento. Por isso, é importante trazer os serviços para perto dessas pessoas e garantir que elas tenham acesso ao atendimento de que precisam”, afirmou.

Além dos serviços de saúde, 30 crianças receberam kits escolares por meio do programa Criança na Escola.

A Feira de Saúde já passou pelo Assentamento Mandacaru e pelo Sítio Santo Agostinho. A próxima edição está programada para o dia 11 de setembro, na comunidade do Sítio Jurema.

Também acompanharam a ação o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, Vicente Lourenço, e o vereador Damião Rildo.

De Olho no Cariri

Ascom – Prefeitura de Sumé

EDITOR CHEFE

Alberto Scheliton

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