Após uma semana da Mega da Virada, ganhador de R$ 181 milhões em João Pessoa não resgatou prêmio

Após uma semana do sorteio da Mega da Virada, o ganhador de R$ 181 milhões em João Pessoa ainda não resgatou o prêmio até esta quinta-feira (8). As informações foram confirmadas pela Caixa Econômica Federal até o fechamento das agências.

O vencedor paraibano é o único, entre todos os vencedores de apostas do concurso, que ainda não procurou a Caixa para receber o prêmio de mais de R$ 181 milhões. A aposta dele foi simples e feita em uma casa lotérica no bairro de Mangabeira, na capital paraibana. O sorteio foi realizado na quinta-feira (1º).

O prazo para o resgate do prêmio é de até 90 dias. Após esse período, os valores não resgatados são repassados ao tesouro para aplicação no Fies.

Segundo a Caixa, todos os ganhadores dos bolões que foram contemplados com o prêmio nas cidades de Franco da Rocha, São Paulo, e Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, também retiraram o valor. O último a fazer isso foi o vencedor de Franco da Rocha, que resgatou o prêmio

Os números sorteados na Mega da Virada foram 9 – 13 – 21 – 32 – 33 – 59. As outras apostas vencedoras foram em Mato Grosso do Sul, São Paulo e outras três feitas online.

Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil