Primeiro apoio do Cariri: grupo de oposição da Prata sai na frente e anuncia apoio a Cícero Lucena

O grupo de oposição do município da Prata, no Cariri paraibano, anunciou nesta quinta-feira (18) apoio ao prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, em sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba. O movimento político marca o primeiro apoio declarado da região do Cariri ao projeto liderado por Cícero.

A articulação reúne importantes lideranças da oposição pratense, entre elas Arthur Moura, o vereador Bobô, o ex-vereador Lô, o líder político Felisardo Moura e o ex-prefeito Marcel Nunes. Durante o encontro que selou a aliança, estiveram presentes Arthur Moura e Lô, representando o grupo.

Arthur Moura destacou que a decisão foi construída a partir da avaliação do perfil e da trajetória administrativa de Cícero Lucena. “Cícero tem mostrado capacidade de gestão, diálogo e compromisso com os municípios. A Prata e o Cariri precisam de um governador que conheça a realidade do interior e que saiba governar para todos”, afirmou.

Já o ex-vereador Lô ressaltou que o apoio simboliza um novo momento político para o município. “Estamos unindo forças em torno de um projeto que pensa a Paraíba como um todo. Acreditamos que Cícero representa equilíbrio, experiência e respeito aos municípios do interior”, declarou.

Ao agradecer o apoio, Cícero Lucena destacou a importância da aproximação com lideranças do Cariri e reforçou seu compromisso com o desenvolvimento regional. “Recebo com muita alegria o apoio desse grupo da Prata. O Cariri tem um papel fundamental no crescimento da Paraíba, e nosso projeto é de diálogo, parceria e trabalho para reduzir desigualdades e fortalecer cada região do estado”, afirmou.

O anúncio reforça a ampliação das articulações políticas em torno da pré-candidatura de Cícero Lucena, que segue avançando com apoios em diversas regiões da Paraíba.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil