STF nega liminar e mantém lei da Paraíba que restringe cotas raciais em concursos públicos

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu negar, nesta sexta-feira (28), a liminar para suspender trechos de uma lei estadual (12.169/2021) que condiciona o acesso de candidatos negros às cotas raciais em concursos públicos à comprovação de renda per capita de até 1,5 salário mínimo e a ter estudado pelo menos um ano em escola pública.

A ação foi movida pela Rede Sustentabilidade que argumentou que os requisitos desvirtuam a finalidade das cotas raciais ao transformar uma política de reparação histórica em política socioeconômica, e ainda restringem o acesso de pessoas negras que não se enquadram nesses filtros.

Decisão liminar

Apesar das críticas, Nunes Marques entendeu que, numa avaliação preliminar, os critérios adicionais podem beneficiar candidatos negros em situação de maior vulnerabilidade, evitando que disputem as vagas reservadas com concorrentes de maior poder aquisitivo.

O ministro afirmou que negros mais pobres teriam “enfrentado mais intensamente as agruras do racismo”, e que, diante dessa realidade, seria legítimo priorizá-los na política de cotas. Para ele, a retirada imediata desses requisitos poderia gerar um “periculum in mora inverso”.

A decisão ressalta, porém, que a análise é provisória e perfunctória, limitada apenas à avaliação da liminar. O mérito, se o dispositivo é constitucional ou não, será discutido pelo plenário, após o rito abreviado determinado pelo relator.

Outras deliberações do ministro

Nunes Marques também rejeitou, por ora, o pedido da Rede para admitir a Educafro como amicus curiae, ao afirmar que o ingresso deve ser solicitado pela própria entidade.

O ministro determinou que o governador João Azevêdo e a Assembleia Legislativa prestem informações em até dez dias. Em seguida, o processo será encaminhado para manifestação da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República.

O julgamento definitivo poderá afetar concursos já realizados ou em andamento no Estado, que aplicam as regras contestadas pela Rede.

Nova lei em construção

Em setembro, quando a ação foi movida, a secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, Lídia Moura, disse que o Governo da Paraíba está elaborando um projeto para revisar a lei das cotas em concursos públicos.

Segundo a secretária, além de revogar as restrições – renda familiar e tempo mínimo de ensino público – o novo projeto deve ampliar a reserva para pessoas negras de 20% para 30%, alinhando a legislação estadual à norma federal.

Jornal da Paraíba

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta sexta-feira mais uma Feira de Saúde na zona rural. A ação aconteceu na Unidade Âncora de Saúde da comunidade Riacho da Roça e reuniu moradores da localidade e de comunidades vizinhas.

Ao todo, 153 atendimentos foram realizados durante a programação, que concentrou diferentes serviços de saúde em um único local. Os moradores tiveram acesso a consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico por meio da unidade móvel, vacinação, marcação de consultas, emissão e atualização do Cartão SUS, coleta para exames laboratoriais, fisioterapia e regulação de exames.

A Farmácia também esteve presente durante a ação. Com isso, os pacientes que receberam prescrição e tinham o medicamento disponível puderam sair do atendimento já com o remédio em mãos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Niedja Rodrigues, a Feira de Saúde permite levar para as comunidades serviços que normalmente exigiriam o deslocamento dos moradores para a cidade.

“Na feira de hoje, fizemos questão de trazer mais serviços. Tivemos dois médicos, laboratório, farmácia, fisioterapia e regulação de exames, para que o usuário possa sair daqui com o exame regulado e, quando necessário, com o medicamento em mãos”, explicou.

A Unidade Âncora do Riacho da Roça já funciona regularmente a cada 15 dias, com atendimento médico, de enfermagem e odontológico, além da atuação de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Nesta sexta-feira, a estrutura foi ampliada com a presença de outros profissionais e serviços.

O atendimento odontológico também terá continuidade. A unidade móvel permanecerá na região por mais uma semana, permitindo que outros moradores tenham acesso ao serviço.

O prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço, acompanhou a programação e destacou a importância de levar os atendimentos para mais perto das comunidades rurais.

“A gente sabe da dificuldade de quem mora na zona rural para se deslocar em busca de atendimento. Por isso, é importante trazer os serviços para perto dessas pessoas e garantir que elas tenham acesso ao atendimento de que precisam”, afirmou.

Além dos serviços de saúde, 30 crianças receberam kits escolares por meio do programa Criança na Escola.

A Feira de Saúde já passou pelo Assentamento Mandacaru e pelo Sítio Santo Agostinho. A próxima edição está programada para o dia 11 de setembro, na comunidade do Sítio Jurema.

Também acompanharam a ação o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, Vicente Lourenço, e o vereador Damião Rildo.

De Olho no Cariri

Ascom – Prefeitura de Sumé