TJPB autoriza regime especial de teletrabalho na Comarca de Serra Branca durante 15 dias

Por meio do Ato da Presidência nº 146/2025, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) autorizou, pelo período de 15 dias, a adoção de regime especial de teletrabalho para servidores(as) da Comarca de Serra Branca, em razão da mudança para a instalação provisória do Fórum, que passará por reforma predial. O documento, assinado pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, foi publicado nesta quarta-feira (5) no Diário da Justiça eletrônico.

Durante esse período, os trabalhos forenses e administrativos deverão ser realizados por meio remoto, utilizando-se os sistemas eletrônicos institucionais, observando-se as seguintes disposições: as unidades deverão manter atendimento ao público por meio de balcão virtual e demais sistemas eletrônicos institucionais; haverá escala mínima de atendimento presencial, conforme definido pela Direção do Fórum, prioritariamente para atividades que exijam acesso físico a documentos, diligências internas ou suporte à mudança; e os oficiais de justiça poderão exercer suas atividades presencial ou remotamente, conforme necessidade operacional.

Ao assinar o ato, o desembargador Fred Coutinho considerou a necessidade de reforma do prédio-sede do Fórum da Comarca de Serra Branca e que a mudança estruturada para o imóvel provisório demanda um período de adequações físicas, instalações e realocação de equipamentos e mobiliário, o que impossibilita o funcionamento presencial integral durante as adaptações.

O presidente também levou em conta o plano de trabalho apresentado pelo juiz diretor do Fórum, José Irlando Sobreira Machado, que prevê a distribuição das atividades entre o regime remoto e escalas presenciais mínimas, assegurando tanto a continuidade do atendimento ao público quanto a regular tramitação processual.

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A Operação Mata Atlântica em Pé, deflagrada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e órgãos ambientais, aplicou 15 autos de infração por desmatamento ilegal em quatro municípios paraibanos. A ação foi deflagrada entre 17 e 27 de agosto e atingiu mais de 230 héctares.

As multas, que ultrapassaram os R$ 2 milhões, foram aplicadas nas cidades de São Miguel de Taipu, Massaranduba, Alagoa Grande e Alagoinha. Os ilícitos ambientais foram identificados a partir da fiscalização remota e presencial de sete alertas de desmatamento obtidos por sistemas de monitoramento remoto, como o MapBiomas Alerta.

Operação nacional

Nos 17 estados participantes, incluindo a Paraíba, foram mais de 8 mil hectares autuados e as multas ultrapassaram os R$ 100 milhões.

A Operação Mata Atlântica em Pé utiliza informações produzidas por diversos sistemas de monitoramento remoto, entre eles o MapBiomas Alerta, para identificar áreas com indícios de desmatamento ilegal. Com base nesses alertas, equipes de fiscalização realizam verificações remotas e presenciais para confirmar a ocorrência das infrações ambientais e emitir os devidos autos de infração e termos de embargo.

Penalidades

Confirmadas as irregularidades, os responsáveis ficam sujeitos à aplicação de multas e demais sanções administrativas e a reparação integral dos danos ambientais e climáticos, sem prejuízo na apuração da responsabilidade nas esferas cível e criminal.

As áreas desmatadas ilegalmente também podem sofrer restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação ambiental.

De Olho no Cariri

Com Portal Correio