Hugo proíbe reuniões de comissões e frusta ação bolsonarista; oposição reage

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), proibiu, nesta terça-feira (22), a realização de reuniões nas salas de comissões da Casa durante o período de recesso parlamentar do Congresso.

Segundo a revista Veja, a medida trava o intuito de deputados bolsonaristas de usarem o Parlamento como “QG” de ações contra o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes.

Dentre as audiências convocadas para hoje, havia a previsão de realização de reuniões para aprovar moções de apoio político ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ontem, deputados bolsonaristas atenderam ao chamado do líder do PL, Sóstenes Cavalcante, e permaneceram em Brasília para participar de uma reunião na Câmara com Bolsonaro.

Apesar da decisão de Hugo Motta, um grupo de deputados que integra o bloco de oposição se reuniu e mostrou uma placa com apoio a Bolsonaro.

“É uma decisão que nos impede de manifestar nossa opinião, nossa palavra”, afirmou o presidente da Comissão de Segurança, deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP).

De Olho no Cariri

Com MaisPB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri