Moraes intima defesa de Bolsonaro a explicar fala pública e ameaça prendê-lo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu prazo de 24 horas para os advogados de Jair Bolsonaro explicarem o “descumprimento” das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que está proibido de usar redes sociais, inclusive por meio de perfis de terceiros.

Se sua defesa não prestar os esclarecimentos dentro do prazo, o ex-mandatário poderá ser preso preventivamente, afirmou Moraes na decisão.

Nesta segunda-feira, quando deixava a Câmara depois de participar de reunião com parlamentares aliados, Bolsonaro exibiu a tornozeleira eletrônica que está usando a fotógrafos e cinegrafistas e fez uma breve fala dizendo que é vítima de “humilhação” e segue “a lei de Deus”.

Na decisão, Moraes disse que a ameaça de mandar o ex-presidente para a cadeia se baseia no trecho do Código de Processo Penal segundo o qual “a prisão preventiva também poderá ser decretada em caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares”.

Também lembrou que a proibição do uso de redes sociais “inclui, obviamente, as transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiros, não podendo o investigado se valer desses meios para burlar a medida”.

Com Veja

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri