Bolsonaro exibe tornozeleira no Congresso e desabafa: “Máxima humilhação”

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve presente no Congresso Nacional, na tarde desta segunda-feira (21). Durante pronunciamento, ele exibiu a tornozeleira eletrônica que passou a usar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Acompanhado por aliados e sob aplausos de apoiadores, Bolsonaro afirmou ser alvo de perseguição política e criticou o Judiciário brasileiro.

“Não roubei ninguém! Não roubei os nossos campos! Não desvi recursos com o outro! Não matei ninguém! Não trafiquei ninguém! Isso aqui é um símbolo da máxima humilhação! Nós vamos enfrentar a tudo e a todos, o que vale pra mim é a lei de Deus”, disse o ex-presidente.

Restrições

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (21) a proibição da transmissão, retransmissão e veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em redes sociais. A medida reforça as restrições impostas ao ex-chefe do Executivo, que já está proibido de usar redes sociais, direta ou indiretamente.

Segundo o despacho, a divulgação de entrevistas do ex-presidente pode configurar uma tentativa de burlar a decisão judicial anterior, e o descumprimento poderá levar à imediata decretação da prisão de Bolsonaro.

“A medida cautelar de proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros, imposta a Jair Messias Bolsonaro inclui, obviamente, as transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiro”, afirmou Moraes.

O despacho foi publicado após o Partido Liberal (PL) anunciar, na manhã desta segunda-feira, a realização de uma entrevista coletiva com Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Após a decisão do STF, o evento foi cancelado.

Restrição com base em investigação da PF

As restrições impostas ao ex-presidente fazem parte de medidas cautelares decretadas na última sexta-feira (18), a pedido da Polícia Federal, com apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo as investigações, há indícios de que Bolsonaro tenha cometido crimes como coação, obstrução de investigação e atentado contra a soberania nacional.

Moraes deixou claro que qualquer tentativa de se comunicar com o público por meio de redes sociais, inclusive usando perfis de terceiros, será considerada violação das medidas cautelares. Ele também está proibido de sair do país.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri