Em noite violenta, João Pessoa registra três assassinatos em comunidades

A noite deste domingo (20) foi marcada por uma série de assassinatos em João Pessoa. Foram três homicídios registrados nas comunidades Cangote do Urubu, Samaritano e Nova Morada.

O primeiro crime aconteceu no Cangote do Urubu, onde um homem foi executado com mais de 30 tiros dentro da própria casa. Segundo relatos, três homens armados chegaram em um carro, invadiram a residência, pediram para a esposa da vítima sair da casa e, em seguida, atiraram contra o homem.

O segundo homicídio ocorreu na Comunidade Samaritano, no final da Rua do Rio. Pelo menos dois criminosos encapuzados derrubaram o portão de uma casa, onde estavam duas pessoas adultas e duas crianças. A vítima, uma mulher trans, foi morta com mais de 10 disparos.

Já o terceiro assassinato foi registrado na Comunidade Nova Morada, nas proximidades do presídio PB1. Um jovem foi surpreendido por atiradores e morto a tiros. O corpo dele foi encontrado caído na rua.

A Polícia Civil vai investigar os casos, na tentativa de identificar as motivações e os responsáveis pelos crimes. Não há informações sobre os suspeitos.

MaisPB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri