Ex-prefeito paraibano volta a ser preso acusado de liderar esquema de tráfico na Paraíba

O ex-prefeito de município de Vista Serrana, Sérgio Garcia Nóbrega, voltou a ser preso nesta sexta-feira (18) acusado de chefiar uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas. Além do ex-gestor, foram presos também outras quatro pessoas nesta segunda fase da Operação Cacimba Nova.

O delegado responsável pela investigação, Diego Passos, informou que com as prisões o caso foi encerrado. No entanto, pontuou que outras duas pessoas seguem foragidas.

“Nós encerramos as investigações desse caso. Sete pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público da Paraíba, duas pessoas seguem foragidas. São pessoas ligadas ao polígono da maconha, que atuavam no cultivo da droga”, disse Diego.

Além disso, o delegado frisou que os alvos da ação integravam um esquema de grande estrutura, liderado pelo ex-gestor. “As investigações concluíram que houve toda uma estrutura ordenada, orquestrada para produção da maconha aqui no Sertão paraibano, especificamente, na fazenda chamada Cacimba Nova, em Malta”, acrescentou.

De acordo com a Polícia, a primeira fase que foi deflagrada em março de 2025 já tinha levado à prisão de sete pessoas, porém houve relaxamento das prisões por questões processuais. Desta vez, foi decretada a prisão preventiva dos investigados.

Durante as investigações, foram colhidas novas provas que comprovam “a estrutura criminosa voltada para o cultivo em larga escala de maconha.” O roçado de maconha foi destruído pela Polícia Civil em outubro de 2024.

Segundo a polícia, as investigações comprovaram que foram investidos cerca de R$ 800 mil para compra da fazenda, insumos agrícolas, mão-de-obra, melhorias na infraestrutura da propriedade, construção de sistema de irrigação.

O Ministério Público do Estado da Paraíba denunciou sete membros da organização criminosa.

MaisPB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri