PF encontra US$ 14 mil na casa de Bolsonaro; defesa diz que celular do ex-presidente foi apreendido

A Polícia Federal comunicou ao Supremo Tribunal Federal que foram encontrados aproximadamente US$ 14 mil e R$ 8 mil na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ter dinheiro em casa não é ilegal, mas é preciso declarar valores acima de US$ 10 mil se a pessoa entrar ou sair do país com essa quantia.

Mandados estão sendo cumpridos nesta sexta-feira (18) na casa do ex-presidente, em Brasília, e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro.

A PF também está aplicando medidas cautelares que, segundo fontes do STF, estão relacionadas a ataques contra a soberania nacional e a taxação, por parte dos EUA, como pressão contra o julgamento do ex-presidente Bolsonaro.

Bolsonaro passará a usar tornozeleira eletrônica e não poderá acessar redes sociais. Ele também terá de permanecer em casa entre 19h e 7h da manhã, e foi proibido de se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros (não podendo se aproximar de embaixadas), nem com outros réus e investigados pelo Supremo.

De acordo com o advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, o celular do ex-presidente foi apreendido. Depois da instalação da tornozeleira eletrônica, ele deverá voltar para casa.

O advogado disse que foi comunicado pela família do ex-presidente sobre a ordem de busca e apreensão. “Estou pedindo ao STF acesso integral à decisão sobre as medidas judicias de hoje. Ele só irá se manifestar depois disso”, disse Vilardi.

Por enquanto, segundo a defesa, o STF não determinou depoimento do ex-presidente. “Só se a PF entender que seja necessário, a partir do resultado das buscas agora de manhã”, afirmou o advogado.

Com G1

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri