Após tarifaço, Bolsonaro diz que admira EUA e pede volta da normalidade

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quinta-feira (10), que o aumento da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é consequência do que classificou como o “afastamento do Brasil dos seus compromissos com a liberdade e o Estado de Direito”. Em nota divulgada à imprensa, Bolsonaro disse que admira o governo dos EUA.

“Recebi com senso de responsabilidade a notícia da carta enviada pelo presidente Donald J. Trump ao governo brasileiro, comunicando e justificando o aumento tarifário de produtos brasileiros”, declarou o ex-presidente. “Deixo claro meu respeito e admiração pelo Governo dos Estados Unidos.”

A decisão de Trump, segundo Bolsonaro, seria uma resposta ao “afastamento do Brasil dos seus compromissos históricos com a liberdade, o Estado de Direito e os valores que sempre sustentaram nossa relação com o mundo livre”. E completou: “Isso jamais teria acontecido sob o meu governo.”

O ex-presidente também afirmou que o Brasil vive uma escalada de perseguição política e censura. “Essa caça às bruxas – termo usado pelo próprio presidente Trump – não é apenas contra mim. É contra milhões de brasileiros que lutam por liberdade e se recusam a viver sob a sombra do autoritarismo.”

Ele concluiu a nota, divulgada nas redes sociais, com um apelo pela normalidade. “Peço aos Poderes que ajam com urgência apresentando medidas para resgatar a normalidade institucional. Ainda é possível salvar o Brasil.”

MaisPB / Foto: Alan Santos / PR

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri