Agentes do Detran-PB e PM são filmados agredindo motociclista após blitz em Santa Rita

Um Policial Militar e agentes do Detran-PB foram flagrados agredindo um motociclista após uma blitz da Lei Seca realizada em Santa Rita no domingo (6) e que teve imagens divulgadas nas redes sociais. De acordo com o órgão de fiscalização, o motociclista teria furado a abordagem policial e foi preso. Veja o vídeo acima.

Em nota, a Superintendência do Detran-PB informou que abriu um procedimento apuratório para investigar as condutas dos agentes. O órgão disse que também vai apurar a ação do condutor do veículo em furar a blitz. Na nota, o Detran-PB disse que os agentes deram ordem de parada ao motociclista, que desobedeceu e trafegou na contramão, atropelando um agente público.

A Polícia Militar disse que a ocorrência da blitz era de responsabilidade do Detran-PB.

Nas imagens veiculadas nas redes sociais, é possível ver agentes do Detran-PB chutando o motociclista que estava deitado. Vários chutes foram desferidos por mais de um agente. Um deles, inclusive, segurava uma arma em uma das mãos enquanto chutava. Alguns chutes acertaram a cabeça do motociclista.

É possível ver também pelo vídeo gravado que um agente segura o motociclista caído enquanto o outro chuta repetidas vezes.

Em um outro momento, as imagens flagraram uma outra agente agredindo outra pessoa que estava na moto. No caso, tapas foram desferidos contra essa pessoa que também estava sentada no chão.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri