MP abre Procedimento Preparatório para investigar construção de parque de vaquejada ‘fantasma’ na Paraíba

Ministério Público da Paraíba instaurou um Procedimento Preparatório para apurar uma denúncia sobre suposto desvio de verba pública no município de Riacho de Santo Antônio, no Cariri paraibano. A investigação gira em torno de um convênio no valor de R$ 236.448,97, destinado à construção de um parque de vaquejada que, segundo a denúncia, jamais saiu do papel.

O atual prefeito do município é Marcelo Barbosa, do Republicanos, mas não há informações no despacho de instauração do inquérito sobre quando o convênio foi firmado. Antes dele, o gestor era Gilson, do antigo PROS – que se fundiu com o Solidariedade.

A apuração está sob responsabilidade da 15ª Promotoria de Justiça de Campina Grande, que atua na área do patrimônio público. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 12/2025, assinada pelo promotor Alcides Leite de Amorim no último dia 25 de junho.

De acordo com o texto da portaria, a denúncia foi apresentada de forma anônima à Ouvidoria do MPPB e aponta que o município teria recebido os recursos para execução da obra, mas o equipamento público nunca foi efetivamente construído.

O objetivo do Ministério Público é esclarecer os fatos, identificar os responsáveis e avaliar a existência de ilícitos funcionais ou infrações administrativas. Caso sejam confirmadas irregularidades, o procedimento poderá resultar em uma Ação Civil Pública para reparação de danos ao erário.

A portaria autoriza a realização de diligências, como coleta de depoimentos, requisição de documentos, perícias e notificações. Foram designados como secretários do procedimento os servidores Ana Valquíria de Almeida Macêdo, Flávio Henrique de Morais Gonçalves, Graziela Soares Ribeiro e Jefferson Eliério Pontes Oliveira.

De Olho no Cariri

Com Fonte 83

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri