Profissionais da saúde em Monteiro são vítimas de agressão por pacientes embriagados e Secretaria emite nota de repúdio

A equipe da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h e do SAMU do município de Monteiro, no Cariri paraibano, tornou pública uma grave denúncia de agressões sofridas por profissionais de saúde durante o exercício de suas funções. O caso mais recente ocorreu na noite do último domingo, dia 22, quando pacientes em estado de embriaguez iniciaram uma confusão, culminando em agressões físicas e verbais contra enfermeiros e técnicos da unidade.

Segundo relatos de testemunhas e da própria equipe, os agressores haviam dado entrada na UPA após acidentes relacionados ao consumo excessivo de álcool. Durante o atendimento, os indivíduos teriam se exaltado, provocando tumulto e, em seguida, partindo para o ataque. A rápida ação da segurança conseguiu conter a situação, mas não evitou o impacto emocional nos trabalhadores da saúde.

Diante da situação, a secretária de Saúde de Monteiro, Fabiana Ferreira, emitiu nota oficial prestando solidariedade aos profissionais agredidos e classificou os atos como “inaceitáveis”. “Atos de violência contra profissionais que dedicam suas vidas a cuidar do próximo são inaceitáveis e serão veementemente combatidos”, declarou a gestora.

A nota também reforça que medidas legais serão adotadas contra os responsáveis, e que a Secretaria trabalhará em conjunto com as autoridades para garantir a segurança dos servidores. A ocorrência reacende o debate sobre a segurança nas unidades de saúde, sobretudo para aqueles que atuam na linha de frente, como os profissionais das UPAs e do SAMU, que já lidam com cenários de alta complexidade e estresse.

A Secretaria de Saúde e a direção da UPA 24h de Monteiro reafirmaram seu compromisso com o atendimento à população, mas alertaram: é imprescindível que haja respeito e cooperação para que os profissionais possam continuar cumprindo sua missão de salvar vidas.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri