Na Paraíba, ministro descarta reajuste no Bolsa Família, mas garante manter ‘poder de compra’

Durante agenda em Campina Grande nesta sexta-feira (20), o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que o governo federal não prevê um reajuste no Bolsa Família para este ano. A principal preocupação, segundo ele, é garantir que o benefício continue garantindo o poder de compra das famílias em relação aos itens da cesta básica.

Atualmente, o valor médio por pessoa atendida é de cerca de R$ 230, o que corresponde a aproximadamente 40 dólares. Já o benefício médio por família fica na faixa de R$ 690 a R$ 700. De acordo com o ministro, o cálculo considera a variação nos preços dos alimentos e também fatores como a cotação do dólar, que influencia diretamente o custo de vários produtos.

Wellington Dias reconheceu que o começo deste ano trouxe um cenário de atenção, com a elevação nos preços de alimentos. No entanto, a situação começou a se estabilizar com o avanço de boas safras agrícolas e a queda no dólar, que hoje se mantém entre R$ 5,40 e R$ 5,50, depois de ter atingido picos superiores a R$ 6,30.

O ministro destacou que o governo monitora constantemente o comportamento dos preços para garantir que o valor do Bolsa Família seja suficiente para cobrir as necessidades básicas de alimentação.

“O presidente Lula quer cumprir à risca o compromisso de garantir que o Bolsa Família siga combatendo a fome e a pobreza. Mas é importante lembrar: o programa é uma segurança de renda mínima, não substitui o que é fundamental, que é o emprego e o empreendedorismo,” reforçou Dias.

O governo também enfatiza que o foco de longo prazo é ampliar oportunidades de trabalho e geração de renda, promovendo a independência financeira das famílias atualmente beneficiadas.

Com Jornal da Paraíba

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri