Santo André reforça proibição de fogueiras e fogos com estampido durante o São João

Com a chegada do período junino, a Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, emitiu um alerta à população sobre a proibição de acender fogueiras em áreas urbanas e o uso de fogos de artifício com estampido (barulho), seguindo legislações federal e estadual.

A medida tem como objetivo preservar a saúde pública, proteger o meio ambiente e garantir o bem-estar de pessoas com hipersensibilidade sonora, como idosos, autistas e animais.

O que diz a legislação:

Lei Federal nº 9.605/1998 – Artigo 54:
Proíbe ações que possam causar poluição atmosférica, como a queima de materiais que liberam fumaça tóxica, o que inclui as fogueiras em áreas urbanas.

Lei Estadual nº 13.235/2024:
Veda a fabricação, o transporte, a comercialização e o uso de quaisquer artefatos pirotécnicos que produzam estampido (barulho), em todo o estado da Paraíba.

A fumaça das fogueiras, além de prejudicar a qualidade do ar, pode agravar problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos. Já os fogos de artifício com estampido representam risco direto à saúde auditiva e ao bem-estar de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), além de causarem sofrimento a animais domésticos.

A Secretaria de Meio Ambiente informou que irá intensificar as ações de fiscalização durante os festejos juninos. O descumprimento das normas pode resultar em sanções legais, incluindo multas e outras penalidades previstas em lei.

A orientação para quem deseja celebrar o São João de forma segura e consciente é optar por fogos silenciosos (de efeito visual apenas) e evitar a queima de materiais em vias públicas.

A Prefeitura reforça ainda a importância da colaboração de toda a população, para que as festividades sejam marcadas pela alegria, mas com responsabilidade ambiental e social.

De Olho no Cariri

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri