Bebê espancada pelos pais morre após nove dias internada no Trauma de CG

A bebê de quatro meses espancada pelos próprios pais em Sousa, no Sertão paraibano, faleceu após nove dias internada. A informação foi confirmada pela assessoria do Hospital de Trauma de Campina Grande nesta quarta-feira (18), onde a bebê estava.

Segundo o hospital, a bebê faleceu na tarde desta terça (17) por volta das 16h50.

Entenda o caso

Um casal foi preso suspeito de espancar a própria filha no último dia 9 de junho, em Sousa, no Sertão paraibano. A polícia tomou conhecimento do caso após uma enfermeira do Hospital Regional da cidade denunciar que a criança apresentava sinais de espancamento.

Os policiais se dirigiram até a casa da família e encontraram o homem e a mulher, os pais, ingerindo bebidas alcóolicas. Ao serem detidos, eles relataram que a filha havia caído.

A bebê, no entanto, deu entrada na unidade hospitalar apresentando uma parada cardíaca, ferimento na cabeça e sangramentos. A tia da vítima levou ela até o hospital, de onde foi transferida para o Hospital de Trauma de Campina Grande por meio de uma aeronave.

De acordo com a Polícia Militar, a principal suspeita é que a mãe teria arremessado a criança no chão durante uma discussão com o marido, já que ela se ausentou de levar a filha ao médico.

Mais PB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri